A empresária Maria Helena de Sousa Netto Costa, sogra do governador de Goiás, Daniel Vilela, deixou a prisão após decisão da Justiça Federal que revogou sua prisão preventiva no âmbito da Operação Travessia, conduzida pela Polícia Federal.

Maria Helena havia sido presa preventivamente durante a operação que investiga um suposto esquema de migração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos. Segundo informações da Polícia Federal, a empresária seria suspeita de atuar na articulação do grupo investigado.

Apesar da revogação da prisão, a Justiça Federal determinou medidas cautelares. Entre elas, Maria Helena deverá utilizar tornozeleira eletrônica enquanto responde ao processo em liberdade.

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A Operação Travessia ganhou grande repercussão em Goiás por envolver uma pessoa ligada ao núcleo familiar do governador Daniel Vilela. Após a divulgação do caso, setores da oposição e internautas passaram a cobrar manifestações públicas sobre o assunto, principalmente diante do discurso frequentemente adotado por lideranças políticas contra a criminalidade.

Em nota e durante manifestações públicas sobre a operação, a Polícia Federal reforçou que nem Daniel Vilela nem sua esposa são investigados ou possuem qualquer ligação com o suposto esquema investigado.

Mesmo sem envolvimento direto do governador nas investigações, o caso acabou provocando desgaste político nos bastidores, principalmente pela repercussão nas redes sociais e pelo debate em torno da postura de figuras públicas diante de situações envolvendo familiares próximos.

A frase “Aqui a regra é clara: ou o bandido muda de profissão, ou muda de estado” voltou a circular entre críticos políticos após a repercussão do caso, sendo utilizada em publicações que cobravam coerência e posicionamento diante das investigações.

Nos bastidores políticos, aliados defendem cautela e ressaltam que a investigação não envolve agentes públicos do governo estadual. Já adversários políticos avaliam que o episódio inevitavelmente gera desgaste político e repercussão pública para o grupo liderado por Daniel Vilela e pelo governador Ronaldo Caiado.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que novos desdobramentos da Operação Travessia não estão descartados. Até o momento, a defesa de Maria Helena sustenta que ela irá comprovar sua inocência ao longo do processo judicial.