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A situação do antigo prédio do CAIS de Valparaíso de Goiás continua gerando questionamentos da população diante da demora para o avanço da obra.
Embora a execução da obra seja responsabilidade da Prefeitura, o projeto passou pela apreciação e aprovação da Câmara Municipal. Com isso, o Legislativo tem um papel importante no acompanhamento da aplicação dos recursos públicos e na fiscalização dos atos do Poder Executivo.
Em resposta ao Agita Goiás, o presidente da Câmara Municipal, Walison Lacerda, reconheceu a importância da obra e afirmou que o Legislativo vai buscar informações oficiais sobre o andamento do projeto, os motivos da demora e a previsão para o início das obras.
“Embora a execução da obra seja de responsabilidade da Prefeitura, cabe à Câmara exercer seu papel de fiscalização”, afirmou o presidente.
Base do prefeito também tem responsabilidade de fiscalizar
Um ponto que merece atenção é o posicionamento político da Câmara diante do Executivo.
Mesmo que o presidente da Casa e parte significativa dos vereadores estejam politicamente alinhados à administração municipal, a fiscalização não deixa de ser uma obrigação do Legislativo.
Ser aliado ou integrar a base política do prefeito não significa abrir mão da independência necessária para fiscalizar o uso do dinheiro público.
No caso do antigo CAIS, diante de uma obra que, segundo os questionamentos apresentados ao Agita Goiás, se arrasta há bastante tempo, a população tem razão em cobrar uma atuação mais firme dos vereadores.
Não basta apenas solicitar informações. Se a demora persistir, o Legislativo pode aprofundar a fiscalização e buscar documentos, contratos, cronogramas, pagamentos, medições, aditivos e justificativas apresentadas pela Prefeitura.
Câmara pode cobrar explicações mais rígidas
A Câmara Municipal tem instrumentos para exercer sua função fiscalizadora.
Entre as medidas que podem ser adotadas estão pedidos formais de informação ao Executivo, fiscalização no local da obra e análise da documentação relacionada ao projeto.
Caso sejam identificadas inconsistências ou não sejam apresentadas explicações satisfatórias, os vereadores também podem avaliar o encaminhamento da situação aos órgãos competentes de controle.
Em determinadas circunstâncias, o Ministério Público também pode ser acionado para apurar possíveis irregularidades, caso existam elementos que justifiquem uma investigação.
O próprio Ministério Público de Goiás possui atuação em questões relacionadas à administração pública e obras, inclusive com medidas judiciais envolvendo obras públicas em municípios goianos.
O que a população quer saber?
A cobrança dos moradores não se limita a saber quando a obra será concluída.
É preciso esclarecer:
- Qual é o valor total do projeto?
- Quanto já foi pago?
- Qual empresa é responsável pela execução?
- Qual era o prazo original?
- Houve aditivos no contrato?
- Por que a obra não avançou conforme o cronograma?
- Existem recursos disponíveis para sua conclusão?
- Houve pagamento por serviços que ainda não foram executados?
- Qual é a nova previsão para início ou retomada dos trabalhos?
Essas são perguntas que podem e devem ser feitas pelo Legislativo ao Poder Executivo.
O papel de Walison Lacerda
O presidente da Câmara, Walison Lacerda, afirmou ao Agita Goiás que a Casa pretende solicitar informações oficiais e acompanhar a situação.
A manifestação demonstra que o Legislativo reconhece que existe uma cobrança da comunidade.
Agora, o que se espera é que essa fiscalização seja efetivamente colocada em prática.
Se a obra é de responsabilidade da Prefeitura, é justamente por isso que a Câmara deve cobrar do Executivo uma explicação clara sobre o que está acontecendo.
A população não pode ficar sem respostas simplesmente porque a obra pertence ao Executivo.
Mais do que uma cobrança política
A discussão não deveria ser tratada apenas como uma disputa entre situação e oposição.
O dinheiro envolvido é público, o projeto é de interesse da população e a Câmara tem entre suas atribuições a fiscalização do Executivo.
Por isso, independentemente de alinhamento político, a cobrança precisa ser firme, transparente e documentada.
Se as informações apresentadas pela Prefeitura forem suficientes e demonstrarem que o projeto está seguindo os procedimentos legais, caberá à Câmara informar isso à população.
Mas, se existirem dúvidas sobre contratos, pagamentos, paralisações ou eventuais irregularidades, o Legislativo deve aprofundar a apuração e, se necessário, encaminhar o caso aos órgãos de controle.
A população espera uma resposta
A declaração do presidente Walison Lacerda é um primeiro passo. O próximo será transformar o compromisso anunciado em fiscalização concreta.
A população de Valparaíso de Goiás não está cobrando que a Câmara execute a obra. Está cobrando que os vereadores cumpram seu papel de fiscalizar quem tem a responsabilidade de executá-la.
E, diante de uma obra pública que permanece sem uma solução clara por longo período, a pergunta que fica é simples:
Até quando a população terá que esperar por respostas sobre o antigo CAIS?
O Agita Goiás continuará acompanhando o caso e buscando informações junto à Prefeitura, à Câmara Municipal e, se necessário, aos órgãos de controle.
Publicado por:
Redação - Entorno de Brasília
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