Luziânia (GO), cidade com quase 280 anos de história, está entre os municípios alcançados pela Operação Simulatio, do Ministério Público de Goiás (MPGO), que investiga suspeitas de fraudes em licitações e contratos públicos envolvendo empresas do setor de estruturas e salas modulares.

Em uma cidade marcada por sua história e importância para o desenvolvimento de Goiás, a utilização dos recursos públicos exige transparência e atenção. É nesse contexto que contratos firmados pela Prefeitura com a César Sistemas Construtivos Ltda., empresa investigada na operação, entram no radar.

Documentos oficiais mostram que, em 2025, o município autorizou uma contratação da empresa no valor de R$ 2,99 milhões para fornecimento de estruturas modulares destinadas à rede municipal de educação.

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Em 2026, a Prefeitura voltou a contratar a mesma empresa. O novo procedimento prevê R$ 12,04 milhões em estruturas modulares.

Somados, os dois procedimentos chegam a aproximadamente R$ 15 milhões.

O que investiga o MPGO

Segundo o Ministério Público, a Operação Simulatio apura um possível esquema envolvendo empresas que teriam participado da formação de preços e de procedimentos utilizados para viabilizar contratações públicas.

A investigação também analisa o uso de adesões a atas de registro de preços, conhecidas como “caronas”.

A operação resultou em prisões preventivas, afastamentos de agentes públicos e dezenas de mandados de busca e apreensão em Goiás e São Paulo.

O empresário Mário César de Paiva, ligado à César Sistemas, está entre os presos preventivamente.

Luziânia no foco da investigação

O fato de Luziânia ter sido incluída na operação e manter contratos milionários com uma empresa investigada chama atenção e deverá ser analisado pelas autoridades.

Até o momento, porém, não há confirmação pública de que a Prefeitura de Luziânia ou algum agente público do município tenha sido acusado de integrar o esquema investigado.

A investigação deverá esclarecer se os contratos firmados pelo município seguiram todos os procedimentos legais, como foram realizadas as pesquisas de preços e se houve efetiva vantagem para os cofres públicos.

O Agita Goiás está com espaço aberto para que as partes se manifestem

O Agita Goiás mantém espaço aberto para que a Prefeitura de Luziânia e a César Sistemas Construtivos se manifestem sobre os contratos e eventuais desdobramentos da investigação.

Os investigados têm direito à ampla defesa e à presunção de inocência.

Em uma cidade com quase 280 anos de história, a população merece transparência sobre cada recurso público investido e respostas claras sobre contratos que envolvem milhões de reais.

O Agita Goiás continuará acompanhando os desdobramentos da Operação Simulatio e os possíveis impactos sobre os contratos públicos de Luziânia.