Espaço para comunicar erros nesta postagem
Considerado um dos mais sérios problemas da área de Segurança Pública voltada para a proteção de crianças e adolescentes, o grooming (“aliciamento”) exibe números crescentes no Brasil. Segundo o Unicef, uma em cada cinco crianças e adolescentes brasileiros já tiveram algum contato com conteúdo sexual de forma não consentida na internet. Desse universo, 49% afirma que sua porta de entrada para a exposição que resulta em violência sexual teve origem em práticas ligadas ao grooming,
Os dados constam no relatório Disrupting Harm in Brazil: Enfrentando a Violência Sexual Contra Crianças Facilitada pela Tecnologia, publicado em março deste ano pelo Unicef. O documento descortina uma realidade alarmante: 3 milhões de crianças e adolescentes brasileiros consideram que sofreram alguma forma de aliciamento que resultou, em níveis variados, em algum tipo de exploração sexual.
Exposta pela forma como os dados se revelam, a prática do grooming aponta para a gravidade do problema, pois torna o abuso um crime silencioso, comumente descoberto quando já é tarde demais.
Segundo o relatório do Unicef, 34% das crianças e adolescentes que afirmam terem sido vítimas de violência sexual digital a partir de aliciamento não contaram nada a ninguém, e só revelaram o fato por terem sido descobertos. Desse universo, 14% afirmam terem sido expostos a práticas de aliciamento a partir de conteúdo não consentido, ou seja: por exposição a conteúdos não buscados em navegadores.
Pela forma como afeta as famílias, o grooming já é alvo de debates públicos e da campanha político-partidária que acaba de se iniciar. Em Goiás, tornou-se tema de preocupação de candidatas a cargos eletivos, a exemplo da jornalista Arianne Cândido, que postula uma vaga na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) pelo União Brasil.
A candidata destaca a importância de os pais se manterem informados quanto às formas de se identificar as prática de aliciamento digital. “Nunca foi tão imprescindível que pais e responsáveis identifiquem padrões de mudança de comportamento na criança ou no adolescente que deve acender o alerta de possível ocorrência de grooming”, salienta.
Sinais
Nervosismo ao usar o celular e o computador, mudança brusca e repentina de humor, esconder telas quando alguém se aproxima repentinamente e apagamento de mensagens de forma constante são fatos observáveis pelos pais que podem levar a uma suspeita fundada. “É muito comum que adolescentes surjam em casa com objetos caros e de origem desconhecida, ou que tenham adquirido esses objetos com dinheiro que os país não deram ou não conseguem identificar a origem”, afirma Cândido.
No campo da repressão, a candidata destaca a publicação da Lei Federal nº 15.487/2026, que autoriza, entre outras medidas, a infiltração por policiais, com o uso de deep fake e perfis falsos para atrair predadores sexuais na prática de grooming. O dispositivo legal também torna plenamente lícita a ronda virtual. Para Arianne, os futuros deputados estaduais goianos têm a tarefa de complementar a legislação existente em âmbito federal, garantindo as condições para que ela saia do papel.
“Precisamos formar nossos investigadores para que eles possam fazer esse trabalho de varredura. Também necessitamos dotar nossas políticas dos recursos tecnológicos necessários para descobrir quem faz o grooming, de onde faz e com quem se conecta. Só assim teremos condições de fazer um combate que possa manter nossas crianças e adolescentes verdadeiramente seguros”, ressalta Arianne.
Publicado por:
Redação Goiânia -GO
Portal de Notícias de Goiás,cultura,turismo, festas,anúncios,entretenimento e assessoria de Imprensa.
Saiba MaisNossas notícias
no celular
Agita Goiás
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se