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O ex-presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Pedro Sales (PSD), desistiu da candidatura a deputado federal por Goiás nas eleições de 2026. A decisão foi confirmada nesta terça-feira (18), no início da campanha eleitoral.
Segundo Sales, a desistência ocorre por uma “decisão particular”. Ele informou que pretende retornar a Brasília para apoiar a família e retomar sua carreira profissional como servidor efetivo do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi confirmada por veículos de imprensa que ouviram diretamente o ex-auxiliar do governo estadual.
A saída representa uma baixa importante para o PSD em Goiás, que contava com Sales na disputa por uma das cadeiras da Câmara dos Deputados. Ele havia sido confirmado na chapa do partido e aparecia na relação de candidatos com o número 5599.
De homem de confiança de Caiado a candidato
Pedro Sales construiu sua trajetória política em Goiás principalmente durante os governos de Ronaldo Caiado. Servidor de carreira do STF, ele chegou a atuar como assessor do então senador Caiado antes de integrar a administração estadual.
Ao longo dos últimos anos, ocupou diferentes posições estratégicas no governo de Goiás. Passou pela Secretaria de Estado da Administração, presidiu a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego), comandou a Agência Goiana de Habitação (Agehab), esteve à frente da Secretaria de Estado da Infraestrutura e presidiu a Goinfra.
Na Goinfra, Sales esteve diretamente ligado à condução de projetos de infraestrutura e obras rodoviárias em diversas regiões do Estado. Seu currículo oficial registra períodos anteriores e mais recentes no comando da agência, além de sua atuação como servidor público federal efetivo do STF.
A experiência acumulada no setor de infraestrutura era justamente uma das principais credenciais que Sales pretendia levar para uma eventual atuação no Congresso Nacional.
Candidatura vinha sendo construída há meses
A decisão desta terça-feira encerra, pelo menos neste momento, um projeto político que vinha sendo construído há anos.
Em abril de 2025, Sales havia declarado publicamente que pretendia disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Na ocasião, afirmou que a candidatura era um projeto antigo e que pretendia definir o partido em conjunto com as principais lideranças de seu grupo político.
No início de 2026, o projeto ganhou força. Sales deixou o comando da Goinfra dentro do processo de desincompatibilização para disputar as eleições e passou a trabalhar diretamente na construção de sua candidatura.
Durante a preparação para a campanha, o nome de Sales também recebeu apoio de lideranças regionais. Em abril, por exemplo, o deputado estadual Jamil Calife declarou apoio à candidatura do ex-presidente da Goinfra, destacando a atuação de Sales e a importância de ampliar a representação política de Goiás em Brasília.
Infraestrutura seria uma das principais bandeiras
Caso fosse eleito, Pedro Sales pretendia transformar sua experiência na administração pública e na área de infraestrutura em uma das principais bandeiras do mandato.
Entre as propostas apresentadas durante a pré-campanha estava a criação de uma “bancada da infraestrutura” no Congresso Nacional, com atuação voltada para grandes projetos estruturantes.
Sales também defendia uma participação mais ativa dos deputados federais na discussão de políticas públicas e projetos nacionais, indo além da atuação concentrada na destinação de emendas parlamentares.
A estratégia fazia sentido diante de sua passagem por órgãos responsáveis por obras, habitação, desenvolvimento econômico e infraestrutura em Goiás.
Retorno ao STF
Com a desistência da candidatura, Sales deve voltar a Brasília e retomar sua carreira no serviço público federal.
Ele é analista judiciário efetivo do Supremo Tribunal Federal e estava à disposição do Governo de Goiás para exercer funções na administração estadual. Seu currículo oficial registra sua condição de servidor efetivo do STF e sua formação em Direito, com especialização em Direito Tributário e mestrado em Direito Constitucional.
A decisão, portanto, representa uma mudança significativa de rota: em vez de iniciar sua trajetória eleitoral em 2026, Sales opta por retornar à carreira pública e priorizar questões familiares e profissionais.
Impacto na chapa do PSD
Politicamente, a desistência modifica a composição da chapa do PSD para a Câmara dos Deputados.
O partido vinha apostando em uma nominata competitiva para ampliar sua bancada em Goiás. Antes da desistência, Sales aparecia entre os nomes considerados importantes dentro da estratégia eleitoral da legenda, ao lado de outros candidatos com ligação com o grupo político de Caiado.
A retirada de Sales ocorre justamente no começo da campanha, quando os partidos passam a concentrar esforços na distribuição das estruturas eleitorais, organização das bases municipais e mobilização de lideranças.
Além do impacto eleitoral direto, a saída também retira da disputa um candidato que possuía trânsito junto a prefeitos e lideranças municipais em razão dos cargos que ocupou no governo estadual.
Uma candidatura que não chegou às urnas
Apesar de ter iniciado oficialmente sua caminhada eleitoral e aparecer entre os candidatos registrados para a Câmara, Pedro Sales decidiu interromper o projeto antes da votação de outubro.
A desistência também encerra uma trajetória de especulações sobre sua entrada definitiva na política eleitoral. Antes da candidatura a deputado federal, seu nome já havia sido cogitado para outros projetos políticos, inclusive para a Prefeitura de Goiânia.
Agora, Sales retorna a Brasília com uma trajetória consolidada na administração pública e sem mandato eletivo.
A decisão foi apresentada pelo próprio político como particular, e não houve, até o momento, confirmação pública de que a desistência esteja relacionada a qualquer problema jurídico, investigação ou questão envolvendo sua atuação no governo.
Com a saída de Pedro Sales, o PSD perde um dos nomes que buscavam transformar a experiência acumulada no governo Caiado em uma candidatura competitiva para a Câmara dos Deputados. Para Sales, o caminho agora será Brasília, a família e o retorno à carreira no Supremo Tribunal Federal.
Publicado por:
Redação Goiânia -GO
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