Formada por 21 municípios, a Região Metropolitana de Goiânia (RMG) abriga um terço dos eleitores de Goiás. De acordo com os dados mais recentes divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o conglomerado urbano possui um colégio eleitoral formado por 1.712.019 votantes, em um universo de 5.081.454 eleitores em todo o estado. Se a dimensão quantitativa é um atrativo, o aspecto qualitativo é o desafio. As complexidades características desses grandes aglomerados populacionais servem como teste de capacidade para quem se propõe a pescar esses votos. 

Diversidade sociocultural, variados fatores de produção e circuitos econômicos, opinião pública menos consensual na formação de sua visão de mundo: para quem disputa eleições proporcionais, a disputa por votos na RMG é aquela onde investir em uma campanha mais ampla faz mais sentido. 

“Você sempre busca expandir o seu horizonte de temas para dialogar com a sociedade, mas é claro que, como indivíduos, temos as particularidades da nossa trajetória. É esse histórico e as capacidades e intenções que ele formou ao longo da nossa vida que iremos propor ao público que ele avalie nessas eleições”, afirma o empresário e pré-candidato a uma vaga na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) Felipe Mabel (Podemos). 

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Para o postulante, entretanto, a busca por votos na RMG exige o domínio de temas particularmente delicados para esse eleitorado. “Nós sabemos que temas como segurança pública e transporte coletivo são importantes para todo o estado. Mas para a Região Metropolitana são assuntos que podem definir a escolha por esse ou aquele candidato. E outra coisa: como esses são problemas estruturais, as populações não convivem com eles há pouco tempo. Então, é um eleitorado que já sabe aquelas propostas que têm ou não chance de dar certo”, destaca. 

Polarização

Sobre a polarização ideológica como um elemento determinante para o voto, Mabel acredita que a RMG é menos suscetível a qualquer forma de radicalização. “Não é que ela não exista. Mas um aspecto interessante é que a polarização está diretamente ligada à despolitização. E a populaççai da Região Metropolitana sempre foi a mais politizada no estado. Creio que a abertura para candidaturas moderadas seja maior nessa parte de Goiás”, aponta. 

Dinâmica, diversa e complexa, a RMG permanece como o maior teste para os candidatos a mandato eletivo em Goiás. “Não basta ter discurso ou dispor de um apoio amplo, ou estar à frente de uma campanha com largos recursos. Sem uma combinação de ideias e uma história coerente, o candidato que chegar à Região Metropolitana para disputar votos tem chances mínimas de ser bem-sucedido”, conclui.