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A corrida pelas 17 cadeiras de Goiás na Câmara dos Deputados começa a ganhar novos contornos com a divulgação da pesquisa do Instituto Gazeta de Pesquisas (IGAPE), registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número GO-09302/2026.
O levantamento ouviu 3 mil eleitores entre os dias 20 e 29 de agosto de 2026, com margem de erro de 1,8 ponto percentual e nível de confiança de 95%.
Um dos pontos que chamou atenção na divulgação foi a ausência de Marussa Boldrin e Maria Yvelônia entre os 17 nomes que aparecem nas primeiras posições. No entanto, a relação completa da pesquisa mostra que as duas foram citadas pelos entrevistados.
Marussa aparece com 1,5%, enquanto Yvelônia registra 0,7% das intenções de voto.
Ou seja, não se trata de uma exclusão das duas candidatas. Elas aparecem na pesquisa, mas fora do grupo dos nomes que lideram o levantamento.
Marussa Boldrin aparece com 1,5%
A deputada federal Marussa Boldrin registra 1,5% das intenções de voto no levantamento estadual.
O percentual coloca a parlamentar em uma faixa intermediária da pesquisa, empatada numericamente com outros nomes.
O resultado mostra que Marussa já possui lembrança eleitoral em âmbito estadual, mas ainda está atrás dos candidatos que aparecem nas primeiras posições.
A margem de erro de 1,8 ponto percentual também exige cautela na comparação entre candidatos com percentuais próximos.
Yvelônia registra 0,7%
A ex-secretária nacional Maria Yvelônia aparece na relação completa com 0,7%.
O resultado estadual, porém, precisa ser analisado juntamente com o desempenho regional da pré-candidata.
No Entorno do Distrito Federal, região onde Yvelônia possui uma atuação política mais concentrada, pesquisas anteriores do IGAPE apresentaram um percentual significativamente maior para seu nome.
Esse contraste mostra como o desempenho de um candidato pode variar bastante conforme o recorte geográfico utilizado.
Confira a relação completa divulgada
Deputado federal – Goiás
- Silvye Alves – 4,9%
- Bruno Peixoto – 4,1%
- Flávia Morais – 3,9%
- Delegado Waldir – 3,4%
- Lucas do Vale – 3,4%
- Daniel Agrobom – 3,2%
- Adriana Accorsi – 3,1%
- Professor Alcides – 3,1%
- José Nelto – 2,5%
- Adriano do Baldy – 2,3%
- Fred Rodrigues – 2,0%
- Pastor Ricardo Quirino – 2,0%
- Célio Silveira – 1,9%
- Glaustin da Fokus – 1,9%
- Lucas Calil – 1,8%
- Magda Mofatto – 1,7%
- Lêda Borges – 1,7%
- Ismael Alexandrino – 1,7%
- Rubens Otoni – 1,7%
- Delegado Humberto Teófilo – 1,5%
- Marussa Boldrin – 1,5%
- Aava Santiago – 1,4%
- Fátima Gavioli – 1,2%
- Itamar Leão – 1,0%
- Subtenente Sergio – 0,9%
- Maycon Tombine – 0,9%
- Edward Madureira – 0,9%
- Dra. Zeli – 0,8%
- Yvelônia – 0,7%
- Delúbio Soares – 0,7%
- Lucas Vergilio – 0,7%
- Salma da Pestalozzi – 0,7%
- Major Vitor Hugo – 0,6%
- Wagner Miranda – 0,6%
- Dr. Antônio – 0,6%
- Flávia do Maguito – 0,4%
- Rebeca Romero – 0,3%
- Camila Rosa – 0,2%
- Nixon das Casinhas – 0,2%
- Bill Guerra – 0,2%
- Camila Mondardo – 0,2%
- Pedro Canedo – 0,2%
- Christovam Machado – 0,2%
- Marcelo Prado – 0,2%
Outros: 2,3%
Não sabe/não opinou: 30,6%
Quem aparece na frente?
A liderança é de Silvye Alves, com 4,9%, seguida por Bruno Peixoto, com 4,1%, e Flávia Morais, com 3,9%.
Na sequência aparecem Delegado Waldir e Lucas do Vale, ambos com 3,4%, além de Daniel Agrobom, Adriana Accorsi e Professor Alcides.
O levantamento mostra uma disputa bastante pulverizada. Nenhum candidato chega sequer a 5% das intenções de voto, enquanto quase um terço dos entrevistados ainda não definiu ou não informou sua preferência.
Marussa e Yvelônia estão fora da disputa?
Não.
A pesquisa não permite afirmar que as duas estejam fora da disputa.
Marussa, com 1,5%, e Yvelônia, com 0,7%, aparecem na relação de nomes citados pelos entrevistados.
Também é importante lembrar que pesquisa de intenção de voto realizada neste momento da pré-campanha representa apenas uma fotografia do cenário no período em que as entrevistas foram realizadas.
Até a eleição, o quadro pode mudar com a definição das candidaturas, alianças, campanhas, exposição dos candidatos e comportamento do eleitorado.
17 vagas não significam 17 nomes mais votados
Outro ponto que merece atenção é a interpretação do número de 17 vagas.
Goiás elegerá 17 deputados federais, mas isso não significa que simplesmente os 17 candidatos com maior percentual individual em uma pesquisa serão eleitos.
A eleição para a Câmara dos Deputados segue o sistema proporcional. A distribuição das cadeiras considera também a votação obtida pelos partidos e federações.
Por isso, uma pesquisa como esta não pode ser utilizada para afirmar antecipadamente quais serão os 17 eleitos.
O eleitorado ainda está em aberto
O dado mais expressivo do levantamento talvez esteja justamente fora da lista dos candidatos.
Os 30,6% que não sabem ou não opinaram representam uma parcela muito grande do eleitorado.
Esse cenário indica que a disputa ainda possui amplo espaço para mudanças.
Para candidatos como Marussa Boldrin e Maria Yvelônia, que aparecem abaixo dos primeiros colocados, o desafio será ampliar a lembrança do eleitorado e transformar conhecimento do nome em intenção de voto.
No caso de Yvelônia, o desempenho regional no Entorno também será um fator a ser observado, já que pesquisas com recorte específico da região apresentam resultados diferentes do levantamento estadual.
Ficha técnica
Pesquisa: IGAPE – Instituto Gazeta de Pesquisas
Registro TSE: GO-09302/2026
Período de entrevistas: 20 a 29 de agosto de 2026
Número de entrevistados: 3.000
Margem de erro: 1,8 ponto percentual
Nível de confiança: 95%
Abrangência: Estado de Goiás
Publicado por:
Redação Goiânia -GO
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