A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) ganhou novos contornos após as eleições de 4 de outubro. Entre os nomes que aparecem com maior força nas articulações estão os deputados Issy Quinan (MDB), Virmondes Cruvinel (União Brasil) e Talles Barreto (União Brasil). A escolha definirá quem comandará o Legislativo estadual a partir de fevereiro de 2027.

As negociações envolvem deputados reeleitos, novos parlamentares e lideranças políticas ligadas ao governador Daniel Vilela (MDB). A intenção de parte da base governista é construir um acordo para apresentar um candidato único, evitando uma disputa interna que possa provocar divisões entre os aliados.

Issy Quinan aparece entre os nomes mais fortes neste momento. Atual primeiro vice-presidente da Alego, o emedebista foi reeleito com 73.433 votos e conta com a força do MDB, partido que terá a maior bancada da próxima legislatura, com sete deputados estaduais.

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A experiência na Mesa Diretora e a proximidade com o grupo governista são fatores que podem favorecer Issy nas negociações. Apesar disso, sua escolha dependerá da capacidade de conquistar apoio além da própria legenda. O parlamentar também já defendeu a construção de uma chapa única, sinalizando preferência por um entendimento entre os deputados.

Virmondes Cruvinel também está no centro das articulações. Reeleito para o quarto mandato consecutivo, com 53.821 votos, o deputado do União Brasil possui experiência na estrutura administrativa da Assembleia, onde já ocupou a primeira secretaria.

O parlamentar começou a movimentar seu nome para a disputa e pode representar uma alternativa caso as negociações em torno de Issy Quinan não avancem. Seu desafio será reunir apoio de diferentes bancadas e demonstrar que consegue construir uma maioria para comandar a Casa.

Já Talles Barreto, também do União Brasil, aparece entre os nomes considerados competitivos nas conversas mais recentes. Líder do governo na Assembleia, ele possui experiência na articulação entre o Executivo e o Legislativo, característica que pode pesar na escolha do próximo presidente.

A atuação como líder governista coloca Talles em uma posição estratégica nas negociações. Sua eventual candidatura dependerá, porém, dos acordos internos e da avaliação das lideranças sobre qual nome oferece melhores condições para manter a unidade da base na próxima legislatura.

A disputa não está restrita a esses três parlamentares. Jamil Calife (PP), Wilde Cambão (União Brasil), Cairo Salim (MDB), Paulo do Vale (PSD) e Lissauer Vieira (PL), ex-presidente da Assembleia, também aparecem entre os nomes citados nas articulações.

Um dos principais movimentos ocorreu em 7 de outubro, quando deputados estaduais reeleitos se reuniram na residência de Jamil Calife para discutir a sucessão. O encontro contou com a participação e a articulação de Bruno Peixoto, atual presidente da Alego, eleito deputado federal em 2026.

A reunião evidenciou a intenção de parte dos parlamentares reeleitos de defender que o próximo presidente seja escolhido entre integrantes desse grupo. A posição pode influenciar o avanço de candidaturas e a negociação com os deputados que assumirão o primeiro mandato estadual em 2027.

A nova Mesa Diretora será eleita em 1º de fevereiro de 2027, quando os deputados tomarão posse. Até lá, a tendência é que as conversas avancem e que os partidos busquem uma composição capaz de garantir apoio majoritário.

Neste momento, Issy Quinan, Virmondes Cruvinel e Talles Barreto estão entre os nomes que merecem maior atenção. A definição, entretanto, continua em aberto e dependerá das alianças construídas nos próximos meses.

Mais do que a votação individual de cada deputado, a escolha deverá refletir a capacidade de articulação política, o apoio das bancadas e o entendimento entre as principais lideranças de Goiás.