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O Sebrae acaba de publicar os guias de candidaturas para Presidência da República e Governos de Estados. Os documentos trazem as propostas que a entidade considera mais relevantes para as economias nacional e regionais, a serem abordadas nos planos de governo. Para as eleições deste ano, o principal eixo foi a transformação e inovação digital como ferramenta de desenvolvimento dos pequenos negócios.
O maior gargalo identificado diz respeito à conectividade: foi identificada uma distribuição não equânime na qualidade do sinal. Segundo o Guia de Candidaturas para Governos Estaduais, apenas 28% dos municípios brasileiros possuem oferta minimamente adequada de sinal de internet de qualidade, e mesmo esse percentual se concentra quase totalmente em grandes centros urbanos.
Para o empresário e candidato Felipe Mabel, postulante a uma vaga na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) pelo Podemos, a falta de sinal de Internet de qualidade revela uma escassez de um insumo vital para a economia. “Sob o ponto de vista digital, equivale a ter que fazer comércio com uma logística feita de estradas de terra e lombos de burros”, compara.
Correções
Mabel afirma que, na esfera do Poder Legislativo Estadual, uma série de iniciativas podem ser empreendidas para corrigir esse desequilíbrio. “Podemos propor marcos legais de facilitação de concessões e desonerações das operadoras que apresentarem programas consistentes de aumento de investimento na ampliação de sinal de qualidade para o interior de Goiás”, propõe.
O candidato também sugere a formação de um fundo estadual de estrutura digital especialmente voltado para micro e pequenas empresas. “A forma de financiamento desse fundo poderia ser retirada de recursos do Tesouro Estadual. Com esse fundo poderia ser implementado, por exemplo, um sistema de pontos de wi-fi públicos, com sinal de qualidade gratuito, preferencialmente em áreas de alta densidade comercial”, explica.
Como forma de promover incentivos a um programa constante de investimentos, Mabel sugere Projetos de Lei no âmbito fiscal. “Podem ser iniciativas, por exemplo, vincular descontos aplicados à incidência do futuro Imposto de Bens e Serviços (IBS) a ser cobrado das operadoras de telecomunicações caso elas comprovem investimentos progressivos em melhoria e expansão de sinal”, comenta. Por fim, no plano da formação de capacidade de gestão, o candidato defende a formação de uma rede estadual de laboratórios de inovação e empreendedorismo. “O estado já tem iniciativas bem encaminhadas nesse setor. Só é preciso aprimorar”, frisa.
Para o empresário, iniciativas como a da publicação do Guia de Candidaturas pelo Sebrae são oportunidades para um aumento do nível das campanhas. “Eu pessoalmente me sinto muito à vontade nessas condições, porque pretendo fazer uma campanha propositiva, voltada para temas econômicos e na discussão daqueles temas que realmente vão fazer uma diferença prática na vida das pessoa. E esse debate da democratização da economia digital é dos mais formidáveis e urgentes”, salienta.
Publicado por:
Redação Goiânia -GO
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