O vereador Fabrício Rosa voltou a elevar o tom contra o prefeito Sandro Mabel, criticando duramente o decreto de “calamidade financeira na saúde” e apontando que a suposta crise anunciada pela prefeitura não se sustenta nos próprios números da gestão. Para o parlamentar, o prefeito tenta criar um cenário artificial para justificar decisões políticas e flexibilizar regras de fiscalização.

Segundo Fabrício Rosa, a administração municipal tenta convencer Goiânia de que falta dinheiro, quando, na prática, a prefeitura dispõe de recursos suficientes. O vereador lembra que a maior parte do empréstimo de R$ 710 milhões da gestão passada ainda não foi utilizada, que o próprio Mabel anunciou superávit de R$ 700 milhões, e que a taxa do lixo, criada pelo chefe do Executivo, já está sendo cobrada.

“Não existe calamidade financeira. O que existe é falta de gestão e de prioridade”, afirma Fabrício. Ele reforça que, enquanto a saúde vive filas, falta de medicamentos e estruturas sobrecarregadas, a prefeitura mantém gastos milionários em contratos paralelos, muitos sem relação direta com áreas essenciais.

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O vereador cita exemplos que considera escandalosos:

R$ 3,1 milhões em carros alugados, incluindo blindados;

R$ 20 milhões em radar meteorológico;

R$ 167 milhões em sinalização de trânsito, antes estimada em R$ 39 milhões;

R$ 9 milhões para junta médica do Sesi, apesar de a prefeitura já possuir uma;

R$ 8,9 milhões de aditivo à Limpa Gyn;

R$ 1,4 milhão para assessoria jurídica da Comurg;

R$ 1,13 milhão para custear mestrado de apenas dez auditores;

Quase R$ 8 milhões reservados para shows da Pecuária 2025;

Pagamento de R$ 3 milhões a pessoas já falecidas.


Para Fabrício, esses números desmontam o discurso de crise: “Se falta dinheiro, por que sobra para contratos milionários que não priorizam a saúde?”

Vereador se consolida como uma das principais vozes de oposição

Com intervenções firmes na Câmara e presença ativa nas redes sociais, Fabrício Rosa tem se posicionado como uma das vozes mais contundentes contra o governo Sandro Mabel. Suas denúncias ganham repercussão entre servidores, profissionais da saúde e moradores que enfrentam dificuldades nos serviços básicos.

O parlamentar afirma que seguirá fiscalizando e cobrando transparência: “O prefeito não pode usar a saúde como cortina de fumaça para governar sem controle. Goiânia merece respeito e clareza nos números.”

Segundo ele, decretar calamidade nesse momento é tentar “afrouxar regras, escapar da fiscalização e tomar decisões sem diálogo com a cidade”.

Conclusão

O embate entre Fabrício Rosa e Sandro Mabel deve se intensificar, especialmente diante da crescente pressão sobre a situação da saúde pública. Com base nos dados apresentados, o vereador reforça: “A calamidade não é financeira. A calamidade é de gestão.”