A corrida pelo Governo de Goiás entrou definitivamente na reta decisiva. Os levantamentos mais recentes registrados na Justiça Eleitoral colocam Daniel Vilela (MDB) na liderança, com vantagem significativa sobre os principais adversários.

A grande questão, neste momento, deixou de ser apenas quem está na frente. O debate passou a ser se Daniel conseguirá transformar a liderança em mais de 50% dos votos válidos e vencer a eleição no primeiro turno ou se Goiás terá uma segunda rodada de votação.

Pela legislação eleitoral, para ser eleito no primeiro turno, o candidato precisa conquistar mais da metade dos votos válidos. Caso nenhum alcance esse percentual, os dois mais votados disputam o segundo turno.

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Paraná Pesquisas: Daniel chega a 45,1%

O levantamento mais recente é do Paraná Pesquisas, divulgado em 11 de setembro.

A pesquisa, registrada no TSE sob o número GO-03096/2026, ouviu 1.248 eleitores em 61 municípios de Goiás entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

No cenário estimulado:

Candidato Intenção de voto
Daniel Vilela (MDB) 45,1%
Marconi Perillo (PSDB) 23,2%
Wilder Morais (PL) 15,0%
Luis Cesar Bueno (PT) 3,4%
Luciana Amorim (UP) 1,6%
Danilo Pinheiro (PCO) 1,5%
Branco/nulo/nenhum 6,0%
Não sabe/não opinou 4,2%

Daniel aparece 21,9 pontos à frente de Marconi Perillo e tem, sozinho, mais intenções de voto do que Marconi e Wilder somados, que chegam a 38,2%.

Pesquisa espontânea mostra eleitor ainda indeciso

Quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, o cenário muda bastante:

  • Daniel Vilela: 24%
  • Marconi Perillo: 9,9%
  • Wilder Morais: 6,3%
  • Luis Cesar Bueno: 0,8%
  • Luciana Amorim: 0,2%
  • Danilo Pinheiro: 0,1%
  • Outros: 0,4%
  • Branco/nulo/ninguém: 5,7%
  • Não sabe/não opinou: 52,8%

O número de 52,8% de eleitores que não apontaram espontaneamente um candidato mostra que uma parcela importante do eleitorado ainda pode mudar de posição.

Rejeição pode pesar na disputa

Outro dado relevante da pesquisa é a rejeição.

Marconi Perillo aparece com 40,9%, o maior índice entre os candidatos.

Daniel Vilela registra 16,8%, praticamente empatado com Wilder Morais, que tem 16,7%.

Luis Cesar Bueno aparece com 11,3%, Luciana Amorim com 9,5% e Danilo Pinheiro com 7,6%.

A diferença de rejeição entre Daniel e Marconi é de 24,1 pontos percentuais.

Daniel também aparece forte em outras pesquisas

O cenário não é exclusivo do Paraná Pesquisas. Outros levantamentos recentes também mostram Daniel na liderança.

Goiás Pesquisas

Na pesquisa da Goiás Pesquisas, divulgada em setembro, Daniel aparece com 42,6%, seguido por Marconi Perillo, com 17,3%, e Wilder Morais, com 13,4%.

Nos votos válidos, Daniel chega a 53,3%, segundo os números divulgados pelo levantamento.

AtlasIntel

Na AtlasIntel, Daniel aparece com 43,5%, contra 20,1% de Wilder Morais e 16,1% de Marconi Perillo.

O levantamento também testou cenários de segundo turno e apontou vantagem de Daniel diante dos principais adversários.

Quaest

Na pesquisa Quaest, Daniel registrou 37%, Marconi Perillo 20% e Wilder Morais 12%.

Apesar de apresentar um percentual menor para o governador, o levantamento também colocou Daniel na primeira posição.

A diferença entre os institutos mostra que o percentual exato varia, mas a liderança de Daniel se repete.

Afinal, Goiás terá segundo turno?

A resposta, neste momento, é: ainda não é possível cravar.

Os números apontam para dois cenários possíveis.

Cenário favorável a Daniel: vitória no primeiro turno

Daniel está entre 42% e 45% nas pesquisas mais recentes estimuladas.

Se esse patamar for mantido e os votos dos demais candidatos continuarem pulverizados, a possibilidade de o governador superar 50% dos votos válidos é concreta.

Na pesquisa Goiás Pesquisas, por exemplo, Daniel já aparece acima dos 50% quando considerados somente os votos válidos.

Cenário de segundo turno

Para que haja segundo turno, Daniel precisa ficar abaixo de 50% dos votos válidos.

Nesse caso, a disputa pela segunda colocação será fundamental.

Hoje, Marconi Perillo e Wilder Morais aparecem como os principais nomes que podem disputar uma eventual vaga no segundo turno.

O problema para os dois é que os levantamentos ainda apresentam diferenças importantes.

No Paraná Pesquisas, Marconi está à frente:

Marconi 23,2% x Wilder 15%.

Na AtlasIntel, porém, Wilder aparece na segunda posição:

Wilder 20,1% x Marconi 16,1%.

Isso significa que a segunda colocação ainda não está consolidada.

O que precisa acontecer para haver segundo turno?

Politicamente, a oposição precisa produzir uma concentração maior de votos.

Se Marconi ou Wilder conseguir crescer significativamente nas próximas semanas, enquanto Daniel perder alguns pontos, o cenário pode mudar.

Por outro lado, se Daniel mantiver sua atual vantagem e os adversários continuarem divididos, o primeiro turno ganha força como possibilidade real.

Outro fator importante é o elevado número de eleitores que ainda não consolidaram sua escolha.

Na pesquisa espontânea do Paraná, 52,8% não souberam ou não quiseram apontar um candidato.

Isso significa que ainda existe um eleitorado considerável que pode definir o resultado da eleição.

O cenário político de Goiás

Além das intenções de voto, a avaliação do governo também pode favorecer Daniel.

Na pesquisa Paraná Pesquisas, 72,8% dos entrevistados aprovam a administração estadual, enquanto 22,6% desaprovam e 4,6% não souberam ou não responderam.

Na avaliação qualitativa, 52,1% classificam a administração como ótima ou boa, enquanto 30,8% consideram regular e 14,4% avaliam como ruim ou péssima.

Esse cenário ajuda a explicar por que Daniel aparece com vantagem nas pesquisas.

Análise do Agita Goiás

Os números registrados na Justiça Eleitoral apontam uma tendência bastante clara: Daniel Vilela é o favorito neste momento.

Ele lidera os levantamentos recentes e possui uma vantagem considerável sobre os principais adversários.

Mas existe uma diferença importante entre liderar uma pesquisa e ter votos suficientes para vencer no primeiro turno.

Com 45,1% na pesquisa mais recente, Daniel ainda precisa converter parte dos votos dos demais candidatos e dos indecisos para ultrapassar a marca de 50% dos votos válidos.

Por isso, não é correto afirmar que Goiás já está definido no primeiro turno.

Ao mesmo tempo, também seria exagero dizer que o segundo turno é inevitável.

O que pode decidir a eleição?

1. Daniel manter ou ampliar seu atual patamar de intenção de voto.

2. A capacidade de Marconi Perillo ou Wilder Morais crescerem e concentrarem os votos da oposição.

3. O comportamento dos mais de 50% de eleitores que ainda não declararam espontaneamente um candidato.

4. A evolução da rejeição dos principais concorrentes.

5. O desempenho dos candidatos nas próximas pesquisas registradas na Justiça Eleitoral.

Conclusão

Hoje, Daniel Vilela chega à reta final como favorito e com possibilidade concreta de vencer no primeiro turno.

Os números mais recentes, especialmente o 45,1% do Paraná Pesquisas, registro TSE GO-03096/2026, colocam o governador em uma posição confortável.

Porém, a diferença entre 45% das intenções de voto e mais de 50% dos votos válidos ainda deixa uma margem de disputa.

Se Daniel conseguir manter seu crescimento e transformar a liderança em maioria absoluta dos votos válidos, Goiás poderá conhecer seu governador eleito já no primeiro turno.

Se houver queda do candidato do MDB e concentração dos votos em Marconi ou Wilder, o cenário de segundo turno volta a ganhar força.

Por enquanto, a fotografia das pesquisas é clara:

Daniel Vilela lidera. A dúvida é se a liderança será suficiente para encerrar a eleição no primeiro turno.

Agita Goiás | Eleições 2026
Informação, análise e acompanhamento da política de Goiás.

Observação editorial: os percentuais acima são resultados de pesquisas eleitorais e não representam previsão ou garantia do resultado das urnas. O registro na Justiça Eleitoral e a margem de erro devem ser considerados na interpretação dos números.