A Polícia Civil de Goiás confirmou, nesta quarta-feira (28), a localização do corpo da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, que estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro de 2025. O corpo foi encontrado em uma área de mata na zona rural de Caldas Novas, em avançado estado de decomposição.

Com a descoberta, o caso passou oficialmente a ser investigado como homicídio. Durante a mesma operação, a polícia prendeu o síndico do condomínio onde a vítima morava e o filho dele, suspeitos de participação no crime.

 Últimos passos da vítima

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Daiane foi vista pela última vez por câmeras de segurança do condomínio onde residia. As imagens mostram a corretora entrando no elevador e descendo até o subsolo do prédio, após relatar um problema na energia elétrica de seu apartamento. Depois desse momento, ela não foi mais vista deixando o local nem retornando à residência.

Familiares estranharam a falta de contato no dia seguinte e, ao não conseguirem notícias, registraram boletim de ocorrência. A partir daí, a Polícia Civil iniciou buscas e uma investigação que mobilizou equipes especializadas em desaparecimentos e homicídios.

Prisões e avanço das investigações

Após semanas de diligências, análise de imagens e cruzamento de informações, a Polícia Civil prendeu o síndico do edifício e seu filho. De acordo com os investigadores, o síndico teria confessado o crime e indicado o local onde o corpo foi abandonado.

O filho é investigado por possível participação e por auxiliar na ocultação do cadáver. Um porteiro do prédio também prestou depoimento no decorrer das apurações.

 Histórico de conflitos

As investigações apontam que Daiane mantinha conflitos anteriores com o síndico, envolvendo disputas administrativas e questões relacionadas ao condomínio. O histórico de desentendimentos é tratado como elemento central para a motivação do crime.

Antes do desaparecimento, já havia registros formais de atritos entre as partes, que agora fazem parte do inquérito policial.

 Localização do corpo

O corpo da corretora foi localizado em uma área de difícil acesso, a vários quilômetros da região urbana. A área foi isolada para os trabalhos da perícia, que deverá apontar a causa da morte e a dinâmica do crime.

 Próximos passos

Os suspeitos permanecem à disposição da Justiça. O inquérito segue em andamento para esclarecer todos os detalhes, inclusive se outras pessoas participaram direta ou indiretamente do homicídio.

O caso causou grande comoção em Caldas Novas e reacendeu debates sobre segurança em condomínios, conflitos internos e proteção de mulheres vítimas de perseguição e ameaças.