Após delegado ser denunciado por estupro, miss trans espera que a justiça seja feita. Ao g1, a modelo Jade Fernandes, de 23 anos, disse que vê a denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO) como uma conquista para o processo e que deseja ser inspiração para outras vítimas de violência sexual.

“Espero que, no fim de tudo isso, a justiça seja feita da melhor forma possível”, disse.

O delegado Kleyton Manoel Dias, investigado desde o início de janeiro deste ano, foi denunciado pelo MPGO nesta segunda-feira (26) por estupro e por dirigir bêbado. O g1 entrou em contato com a defesa dele para pedir um posicionamento, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria.

g1 questionou se o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) recebeu a denúncia do MPGO e se o delegado já é réu, mas, devido o caso ser tratado em segredo de justiça, o órgão não pôde dar detalhes do processo. Em nota, a Polícia Civil (PC) informou que o inquérito foi finalizado e enviado à Justiça.

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Ao g1, Jade conta que, antes de fazer a denúncia, tinha medo de que a verdade dela fosse colocada em dúvida. “Meu medo era que minha voz fosse silenciada”, afirma. A modelo revela ainda que, após denunciar Kleyton, recebeu mensagens nas redes sociais dizendo que estava mentindo.

 

“Minha palavra foi colocada em dúvida. Muitas pessoas disseram que eu estava usando isso como autopromoção e para chamar a atenção”, lembra.

 

 
Imagem mostra miss trans Jade Fernandes ao lado de delegado Kleyton Manoel em boate de Goiânia, em Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Imagem mostra miss trans Jade Fernandes ao lado de delegado Kleyton Manoel em boate de Goiânia, em Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Para a modelo, a denúncia do Ministério Público é uma conquista porque prova que ela estava falando a verdade. “A denúncia me passa um sentimento de conquista e é uma validação de tudo o que eu disse”, lembra. Além disso, Jade deseja ser inspiração para outras vítimas de violência sexual.

 

“Muitas mulheres ainda têm medo de denunciar e se expor, então, com isso, espero que elas possam acreditar que na Justiça”, finaliza.
FONTE/CRÉDITOS: G1 Goiás