A Polícia Civil divulgou nesta sexta-feira (29) a conclusão do caso da advogada suspeita de matar ex-sogro e a mãe dele envenenados, em Goiânia. Segundo a Polícia Civil, a mulher matou o ex-sogro e a mãe dele pelo sentimento de rejeição e vontade de causar no ex-namorado o maior sofrimento possível.

O delegado responsável pelo caso, Carlos Alfama, afirmou que Polícia Civil tem certeza quanto a autoria do crime e que Amanda ameaçava de morte os familiares de seu ex-namorado desde julho de 2023 por meio de perfis falsos em redes sociais, mensagens e ligações.

Amanda acreditava que o maior medo do ex-namorado era perder os familiares", disse o delegado.

Segundo a Polícia Civil, Amanda Partata vai responder por duplo homicídio e tentativa de homicídio. Ao chegar à delegacia, no dia em que foi presa, a advogada negou ter cometido o crime. Na ocasião, conforme a polícia, ela fingiu passar mal durante o depoimento e ficou nervosa quando o delegado pediu o celular dela. Já no segundo interrogatório, ela ficou em silêncio e, de acordo com o investigador, não demostrou arrependimento.

Laudo da Polícia Científica

O laudo da Polícia Científica apontou que a substância usada para matar mãe e filho, Luzia Tereza Alves e Leonardo Pereira Alves, foi colocada em potes de doces, em Goiânia. Segundo a perícia, a substância ingerida pelas vítimas causou uma intoxicação por envenenamento.

A Polícia Científica disse ainda que dois potes estavam com a substância, que é considerada um veneno 'potente' e que foi usado em grande quantidade. Mesmo em pequenas doses, a substância é tóxica e letal, e não tem sabor nem odor, ou seja, não é possível ser percebida.