Valparaíso de Goiás: redução da taxa de lixo levanta questionamentos sobre prioridades do município

O prefeito de Valparaíso de Goiás, Marcus Vinícius, anunciou recentemente a redução da taxa de lixo no município. A medida, segundo ele, seria possível graças à abertura de uma nova licitação, que ele classifica como um “projeto robusto”, prevendo a contratação de uma empresa com vários caminhões e estrutura ampliada para a coleta de resíduos.

De acordo com o prefeito, a empresa vencedora da licitação passará a receber mensalmente um valor fixo para cumprir o contrato desse novo modelo de gestão do lixo. O projeto deve ser encaminhado à Câmara Municipal assim que os vereadores retornarem do recesso legislativo.

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Apesar do anúncio ser apresentado como uma “boa notícia”, a proposta tem gerado questionamentos. Afinal, trata-se da redução de uma taxa que, para muitos moradores, sequer deveria existir. Além disso, surge uma dúvida central: o município realmente precisa, neste momento, de um projeto desse porte para o lixo?

Atualmente, segundo informações, Valparaíso já conta com coleta regular funcionando. Enquanto isso, a cidade enfrenta problemas graves e urgentes em outras áreas, principalmente na saúde pública, que vive um cenário crítico, com unidades sobrecarregadas, além de diversos bairros sofrendo com a falta de infraestrutura básica.

Embora o novo projeto possa, de fato, trazer melhorias para o serviço de limpeza urbana, a população questiona se essa é a prioridade correta diante do quadro atual do município.

Outro ponto que chama atenção é o ambiente político. Em Valparaíso, a Câmara de Vereadores é frequentemente criticada pela ausência de oposição efetiva. Projetos considerados polêmicos ou de alto impacto financeiro costumam ser aprovados com facilidade, sem grandes debates públicos, o que levanta preocupações sobre a fiscalização e a real discussão das necessidades da cidade.

Diante disso, permanece a pergunta: essa licitação é realmente o que Valparaíso mais precisa agora? Ou o município deveria concentrar esforços, investimentos e projetos em áreas que hoje pedem socorro, como a saúde e a infraestrutura?