Um levantamento do Ministério da Saúde, realizado em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e divulgado em maio, mostrou que o Brasil tem 665.365 profissionais de saúde bucal, dos quais 406.252 são cirurgiões-dentistas, aqueles graduados em Odontologia. Os outros profissionais são 181,5 mil auxiliares de saúde bucal; 46 mil técnicos de saúde bucal; 24 mil técnicos de prótese dentária e 7,5 mil auxiliares de prótese dentária. 

 

Neste Dia do Dentista, celebrado em 3 de outubro, a odontóloga Andreia Coelho Batista destaca a importância de se fazer consultas regulares com esse especialista, explicando que o ideal é ir a cada seis meses para manter o acompanhamento preventivo e evitar o problema antes dele acontecer. “Mas isso pode variar bastante de pessoa para pessoa. Pacientes com doença periodontal, histórico de cáries, uso de aparelho, implantes ou alguma condição que exija um acompanhamento mais próximo podem precisar de consultas em intervalos menores”, pontua.

Leia Também:

 

Segundo a especialista, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, o medo de ir ao dentista ainda existe e é mais comum do que imaginamos, pois alguns pacientes chegam ao consultório com experiências ruins de infância ou com medo da dor. “A odontologia mudou muito, tanto em relação às técnicas quanto aos materiais e à anestesia. Hoje conseguimos tornar o atendimento muito mais confortável. E existe uma coisa que considero fundamental: ouvir o paciente. Quando ele se sente acolhido e entende o que será feito, a ansiedade costuma diminuir bastante. Aqui na clínica disponibilizamos de artifícios que podem fazer o paciente se sentir mais acolhidos”, afirma.

 

Doenças
Muitas vezes o paciente chega ao consultório preocupado apenas com a estética, mas durante a avaliação é possível identificar problemas que ainda não estão causando dor. Andreia Coelho elenca que as enfermidades mais comuns encontradas nas consultas de rotina são cárie e doença periodontal, que inclui gengivite e periodontite. “Também encontramos bastante bruxismo, desgaste dos dentes, retrações gengivais, lesões na mucosa ou cavidade bucal que podem evoluir para câncer de boca e diversos outros problemas”, elenca.

 

A dentista lembra que a boca não está isolada do restante do organismo e que durante uma avaliação é possível perceber sinais que merecem investigação médica, pois uma consulta odontológica vai muito além de olhar apenas dentes e gengivas. “Alterações de mucosa, lesões que não cicatrizam, infecções, manifestações de doenças autoimunes, alterações relacionadas ao diabetes e até sinais de deficiência nutricional. Também podemos observar alterações que podem estar relacionadas ao refluxo, por exemplo, através do padrão de desgaste e erosão dos dentes”, exemplifica.

 

Quando há a identificação de algum problema que pode estar relacionado a uma condição sistêmica ou que precisa de uma investigação mais específica, é feito o encaminhamento para o médico ou outro profissional adequado. “O mais importante é trabalhar de forma integrada. Muitas vezes, o dentista é justamente o profissional que percebe primeiro que existe alguma alteração e orienta o paciente a investigar”, ressalta Andreia Coelho.