Catalão (GO) – O policial militar preso após ser filmado agredindo um adolescente de 16 anos em Catalão foi colocado em liberdade após audiência de custódia realizada pela Justiça. As informações sobre a decisão judicial foram divulgadas pela TV Anhanguera.

Segundo a emissora, o militar responderá ao processo em liberdade mediante o pagamento de fiança de R$ 3 mil. A Justiça também determinou uma série de medidas cautelares que deverão ser cumpridas enquanto as investigações prosseguem.

Entre as determinações, o policial deverá manter distância mínima de 500 metros do adolescente e de seus familiares, estando proibido de manter qualquer tipo de contato com a vítima.

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Ainda de acordo com a TV Anhanguera, o porte de arma do militar foi recolhido. Além disso, ele deverá ser retirado do serviço operacional e passará a exercer funções administrativas, permanecendo afastado das atividades de policiamento nas ruas até nova decisão.

Caso teve grande repercussão

O caso ganhou repercussão estadual e nacional após a divulgação de um vídeo que mostra o policial agredindo fisicamente o adolescente, que trabalhava em um estabelecimento comercial no momento da abordagem. Nas imagens, o militar também aparece ameaçando o jovem e apontando uma arma de fogo.

Conforme relato da família, o adolescente sofreu lesões no rosto e dores na região das costelas. O episódio gerou forte indignação nas redes sociais e motivou manifestações de entidades e da população, que cobraram uma apuração rigorosa dos fatos.

Investigações continuam

Embora tenha sido colocado em liberdade, o policial continuará respondendo às investigações nas esferas criminal e administrativa. A Corregedoria da Polícia Militar acompanha o caso para apurar a conduta do militar e avaliar a adoção de medidas disciplinares.

A audiência de custódia não encerra o processo nem representa absolvição. O procedimento tem como finalidade analisar a legalidade da prisão e definir se o investigado responderá preso ou em liberdade, podendo a Justiça impor medidas cautelares, como ocorreu neste caso.

O Agita Goiás continuará acompanhando o desenrolar do caso e trará novas informações assim que houver manifestações oficiais das autoridades responsáveis.