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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpra prisão domiciliar por 90 dias para tratamento de uma broncopneumonia.
O prazo começará a contar a partir da alta hospitalar. Após esse período, a Justiça irá reavaliar se há necessidade de prorrogação da medida.
A decisão acolhe parecer da Procuradoria-Geral da República, que se manifestou favorável à flexibilização do regime em razão do estado de saúde do ex-presidente.
Justificativa médica
Na decisão, Moraes destacou que o ambiente domiciliar é mais adequado para a recuperação:
“O ambiente domiciliar é o mais indicado para preservação de sua saúde, especialmente considerando a recuperação de pneumonia em ambos os pulmões, que pode durar entre 45 e 90 dias.”
O ministro também ressaltou que, devido à idade e às condições do sistema imunológico, o processo de recuperação exige cuidados contínuos.
Medidas restritivas
Apesar da autorização, Bolsonaro deverá cumprir uma série de restrições:
- Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica
- Proibição de utilizar celulares, telefones ou qualquer meio de comunicação
- Proibição de uso de redes sociais
- Vedação à gravação de vídeos ou áudios, inclusive por terceiros
Condenação e situação atual
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e estava detido no Complexo da Papuda, em Brasília.
No dia 13 de março, o ex-presidente deixou a unidade prisional após apresentar quadro de broncopneumonia, sendo internado em um hospital particular da capital.
Segundo boletim médico mais recente, divulgado nesta semana, Bolsonaro apresenta evolução clínica favorável e permanece estável, com previsão de alta caso o quadro continue satisfatório.
Histórico de saúde e atendimentos
A decisão de Moraes também levou em conta o histórico recente de atendimentos médicos durante o período de detenção. Entre janeiro e março, Bolsonaro:
- Recebeu mais de 200 atendimentos médicos
- Realizou sessões de fisioterapia e atividades físicas
- Recebeu visitas familiares e de terceiros autorizados
- Contou com assistência jurídica e religiosa
O ministro destacou que a prisão atual possui estrutura adequada para garantir saúde e dignidade, mas reconheceu que, neste momento, a recuperação domiciliar é a medida mais razoável.
Possibilidade de reavaliação
Ao final dos 90 dias, Bolsonaro deverá passar por nova avaliação médica e judicial, que determinará:
- Retorno ao regime anterior
- Prorrogação da prisão domiciliar
- Ou eventual mudança de regime
Publicado por:
Redação Goiânia -GO
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