A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) voltou a registrar aumento no número de cargos comissionados e atingiu um novo recorde de servidores sem concurso público. Levantamento divulgado pelo jornal O Popular mostra que a Casa chegou a 5.874 servidores comissionados, número que representa um crescimento de 99 contratações em apenas um mês.

De acordo com os dados, somente a folha de pagamento dos cargos comissionados custou R$ 36,8 milhões em abril. Quando são somados os gastos com servidores efetivos, aposentados, pensionistas e os próprios deputados estaduais, a folha total da Assembleia ultrapassa R$ 56 milhões por mês.

O aumento no quadro de comissionados reacende o debate sobre os gastos públicos e a estrutura administrativa do Legislativo goiano. Os cargos comissionados são de livre nomeação e exoneração, normalmente destinados a funções de assessoramento, chefia e direção, sem a necessidade de concurso público.

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A discussão ganhou ainda mais repercussão após levantamento publicado pela Folha de S.Paulo e repercutido pelo Jornal da Manhã – edição local. O estudo aponta que Goiás possui atualmente a maior proporção de servidores comissionados por deputado estadual entre todas as assembleias legislativas do país.

Segundo o levantamento, a Alego conta com uma média de 143 servidores para cada parlamentar, índice considerado o mais alto do Brasil. O número chama atenção diante dos debates sobre eficiência administrativa, transparência e controle dos gastos públicos.

Até o momento, a Assembleia Legislativa de Goiás sustenta que os cargos estão previstos dentro da estrutura administrativa da Casa e são utilizados para atender às demandas dos gabinetes parlamentares e dos diversos setores do Poder Legislativo.

Os dados reforçam o debate sobre a necessidade de revisão das estruturas administrativas dos órgãos públicos e sobre o equilíbrio entre a contratação de servidores efetivos e comissionados, tema que tem sido discutido em diferentes esferas da administração pública brasileira.

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