Vivemos numa sociedade em que ser mulher significa enfrentar obstáculos, às vezes, intransponíveis. Sofremos o preconceito cultural da submissão, de sinônimo de fraqueza, de sermos intelectualmente inferiores e sem os atributos e competências necessários para ocupar cargos de alto escalão. Trata-se de uma batalha que vem sendo travada à custa de muita luta, lágrimas e cicatrizes. Mas a sociedade tem aprendido que ser mulher é ser corajosa. O medo não nos paralisa. ~ E hoje já podemos dizer que, na maioria das vezes, não mais permitimos que palavras, ações ou julgamentos nos tirem o foco, os objetivos, as metas. A primeira lição é a de que precisamos liderar nossa vida. Precisamos nos amar e nos defender e não precisamos esperar que ninguém o faça por nós. É clichê mas a frase mais dita hoje é a de que " A mulher pode fazer/ser/estar o que/onde quiser" Embora ainda existam preconceitos arraigados e enraizados, há várias mulheres que vem sendo exemplo de luta e superação para tantas outras. Podemos ser dona de casa, a mãe, que se permite apenas cuidar dos filhos e do marido e continuarmos sendo uma mulher valorosa. Podemos ser profissionais (independentemente da profissão escolhida), ter ou não filhos, cuidar ou não da casa e continuarmos sendo uma mulher valorosa. O valor da mulher não está no que ela é, mas na diferença que ela faz. Primeiramente para ela mesma, mas também exercendo o seu papel de esteio para a família e de desbravadora para a sociedade. É aquela que confia, que tem fé, que zela pelos princípios e defende seus valores. Mais do que o direito ao voto, do que um espaço na política, mais do que Leis que nos defendam e protejam, como as Leis Maria da Penha, Joanna Maranhão, Lei Carolina Dieckmann e Mari Ferrer , mais do que políticas públicas que verdadeiramente olhem para a mulher, precisamos urgentemente de RESPEITO. Isso mesmo: mais sororidade. E o "Caso do Mendigo" é o grande exemplo da achincalhação da mulher. Um que vem agindo de forma deplorável e ganhando a mídia e, o pior, aplausos e audiência às custas da exploração de uma mulher que se encontra com problemas de saúde e até o momento não teve voz. Por isso, o nosso grito deve ser para que as mulheres se priorizem, amem-se, cuidem-se, pois nenhum sucesso vale a nossa paz. E para todos que tenham mais empatia e capacidade de se colocar no lugar do outro.