O Vai de Val, vendido pela Prefeitura de Valparaíso de Goiás como “a revolução no transporte público”, virou apenas uma piada amarga entre os moradores. Um programa que nunca funcionou de verdade, nunca cumpriu o que prometeu e hoje é lembrado como o maior fracasso de mobilidade da história recente da cidade.

O sistema deveria colocar 10 ônibus nas ruas — 8 rodando e 2 de reserva. Mas a verdade é simples: nunca rodou como deveria. Nunca atendeu ninguém de forma decente. Nunca serviu aos bairros prometidos:

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Essas regiões seguem abandonadas, à mercê da sorte, como se não existissem no mapa da administração municipal. A população esperava ônibus, e o que recebeu foi propaganda vazia e absoluta falta de compromisso real.

Enquanto isso, a promessa de um substituto eficiente permanece apenas no papel. Nenhum plano concreto foi apresentado para oferecer alternativa de transporte decente para quem depende do serviço diariamente. O Vai de Val não é apenas um projeto falho — é um exemplo cristalino da incompetência estrutural da gestão atual: sem planejamento, sem logística e sem respeito pelos moradores.

Hoje, o Vai de Val é um cadáver administrativo: parou, travou, morreu — e a prefeitura finge que está tudo bem. Os pontos permanecem vazios, os ônibus que deveriam circular se tornaram lenda urbana, e os bairros seguem esquecidos.

O que a prefeitura chama de “projeto inovador”, o povo chama de delírio eleitoral — uma invenção apressada para palco político, montada sem estudo, sem responsabilidade e sem nenhuma preocupação com a realidade.

Valparaíso não precisa de mais propaganda.
Precisa de gestão séria.
Precisa de transporte que exista.
Precisa de governo que trabalhe — não de fantasia vendida em vídeo institucional.

O Vai de Val se tornou o símbolo perfeito: um projeto que nunca saiu do ponto, assim como a gestão que nunca saiu do discurso, deixando moradores na espera de um substituto que, até hoje, não se concretizou.