Mais de 356 mil educadores impactados, 1.200 ações formativas realizadas e 5,6 milhões de estudantes alcançados indiretamente desde 2020. Esses são alguns dos resultados apresentados pelo Instituto iungo em seu Relatório Anual 2025, que evidencia o papel estratégico da formação continuada de professores na melhoria da educação pública no Brasil. 

A atuação do iungo, que foi criado pelo Instituto MRV&CO, parte de um princípio amplamente reconhecido por pesquisas educacionais: o professor é o principal fator intraescolar que impacta a aprendizagem. Dados do Instituto Península indicam que cerca de 60% do desempenho dos estudantes está relacionado à atuação docente, reforçando a necessidade de políticas estruturadas de desenvolvimento profissional. 

Ao lado de redes de ensino parceiras, o Instituto iungo desenvolve programas que combinam formação continuada, assessoria técnica e produção de conteúdos pedagógicos, articulando currículo, prática docente e território. Essa abordagem busca garantir que a formação não seja pontual, mas contínua, contextualizada e conectada aos desafios reais das escolas. Em 2025, essa atuação ganhou escala e consistência, ampliando o apoio aos educadores e qualificando as práticas pedagógicas nas redes de ensino parceiras. 

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"O Brasil ainda precisa avançar na formação continuada de professores, pensada como um campo decisivo para o futuro da educação pública. É nesse contexto que o iungo escolhe contribuir, apoiando redes de ensino na concepção e na implementação de percursos formativos que dialoguem com seus territórios, favoreçam a implementação de seus currículos, fortaleçam a autoria docente e se consolidem como políticas institucionais duradouras", afirma Paulo Andrade, presidente do Instituto iungo. 

Para Raquel Texeira, Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul, "a parceria entre a Seduc-RS e o Instituto iungo vem se consolidando como uma construção estratégica e necessária. fortalecimento de políticas educacionais comprometidas com a equidade, com escuta qualificada, rigor técnico e profundo respeito aos profissionais da educação." 

Algumas iniciativas de sucesso 

Exemplo disso é o Itinerários Amazônicos, programa lançado em 2023, com foco na formação continuada de professores e na produção de materiais pedagógicos em parceria com redes públicas da Amazônia Legal. Inicialmente voltado ao Ensino Médio, passou a incluir, a partir de 2024, os Anos Finais do Ensino Fundamental, ampliando seu alcance nas redes de ensino. A iniciativa, que já impactou mais de 57 mil educadores em 810 ações formativas, combina assessoria técnica, desenvolvimento de conteúdos e formação de educadores para integrar o território ao currículo escolar, conectando temas estratégicos como sustentabilidade e clima. 

"A parceria entre a Seduc-AM e o Instituto iungo tem contribuído para tornar o Ensino Médio mais conectado às realidades do território amazônico. Ao integrar currículo, biodiversidade e cultura regional, o programa fortalece o reconhecimento da diversidade sociocultural da Amazônia,  qualifica a formação docente e contribui para consolidar um Ensino Médio mais significativo para os estudantes", conta Hadaquel da Silva Alcântara, coordenadora da Comitê da Reforma do Ensino Médio e Currículo da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar do Amazonas. 

Outra frente que evidencia essa abordagem é o EntrePares, programa que transforma a colaboração entre professores em estratégia estruturante de formação continuada. A iniciativa organiza, de forma sistemática, espaços de aprendizagem entre os educadores, conectados aos desafios reais do cotidiano escolar. Esse movimento contribui para reduzir o isolamento docente e qualificar a tomada de decisão pedagógica. No caso do EntrePares, se concretiza por meio de dispositivos estruturados de colaboração, como mentorias e comunidades de aprendizagem entre professores.