A prestação de contas parcial apresentada à Justiça Eleitoral mostra que a campanha de Daniel Vilela (MDB) ao Governo de Goiás já recebeu R$ 7.342.500,00 em recursos até a atualização registrada em setembro.

O valor corresponde a aproximadamente 63,5% do limite legal de gastos estabelecido para o primeiro turno, que é de R$ 11.562.724,00.

Os dados constam no sistema de prestação de contas eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Corte disponibilizou ao público, a partir de 15 de setembro, informações sobre arrecadação, despesas e movimentação financeira das campanhas das Eleições 2026. A prestação parcial considera a movimentação registrada até 8 de setembro de 2026.

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Campanha recebeu R$ 7,34 milhões

De acordo com os dados apresentados, o total líquido de recursos recebidos pela campanha de Daniel Vilela chega a R$ 7.342.500,00.

Desse montante, R$ 7.097.500,00 foram registrados como recursos provenientes de partidos políticos, enquanto R$ 245 mil aparecem como doações de pessoas físicas.

A maior parte da arrecadação, portanto, está concentrada nos recursos partidários declarados à Justiça Eleitoral.

Quase R$ 5 milhões em despesas contratadas

A prestação parcial também registra R$ 4.986.391,84 em despesas contratadas pela campanha.

Desse total, R$ 2.257.735,52 aparecem como despesas efetivamente pagas até a atualização apresentada.

Entre os principais grupos de despesas estão:

  • Produção de programas de rádio, televisão ou vídeo: R$ 2.750.000,00
  • Despesas com pessoal: R$ 512.337,00
  • Transporte ou deslocamento: R$ 343.329,88
  • Serviços prestados por terceiros: R$ 310.948,84
  • Cessão ou locação de veículos: R$ 241.838,64

A produção de programas de rádio, televisão ou vídeo representa a maior despesa individual indicada no painel, com R$ 2,75 milhões.

Quem aparece entre os principais fornecedores

O painel de prestação de contas também apresenta os fornecedores que concentram os maiores valores declarados.

Entre eles estão:

F7 Comunicação Ltda., com R$ 1,75 milhão, e Black Dog Estúdios e Produtora Ltda., com R$ 1 milhão.

Também aparecem Braspetro Distribuidora de Petróleo Ltda., com R$ 260 mil; Dlocal Brasil Instituição de Pagamento S.A., com R$ 184 mil; e WS Serviços de Locação Ltda., com R$ 114.838,64.

No ranking de doadores, a Direção Nacional do MDB aparece com R$ 7.067.500,00, segundo os dados exibidos na prestação parcial.

Limite de gastos é de R$ 11,56 milhões no primeiro turno

Para a disputa pelo Governo de Goiás, o painel consultado mostra um limite legal de gastos de R$ 11.562.724,00 no primeiro turno.

Para um eventual segundo turno, o limite indicado é de R$ 5.781.362,00.

É importante diferenciar limite legal de gastos, recursos recebidos e despesas realizadas. O limite de R$ 11,56 milhões representa o teto permitido para a campanha no primeiro turno, e não o valor que a candidatura necessariamente irá arrecadar ou gastar.

O TSE informa que os limites de gastos das Eleições 2026 foram estabelecidos pela Portaria TSE nº 449/2026.

Transparência durante a campanha

A divulgação da prestação parcial permite acompanhar a origem dos recursos e a utilização do dinheiro pelas campanhas. Segundo o TSE, os dados podem ser consultados no DivulgaCandContas e no Portal de Estatísticas Eleitorais.

Como se trata de uma prestação de contas parcial, os números ainda podem sofrer alterações até a entrega da prestação final, com novos recursos arrecadados, despesas contratadas e pagamentos registrados.

Os principais números

Item Valor
Limite de gastos – 1º turno R$ 11.562.724,00
Recursos recebidos R$ 7.342.500,00
Despesas contratadas R$ 4.986.391,84
Despesas pagas R$ 2.257.735,52
Limite – 2º turno R$ 5.781.362,00

Fonte: prestação de contas parcial divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com atualização em setembro de 2026.

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