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A Prefeitura de Novo Gama apresentou uma proposta de recomposição salarial de 14,21% aos professores da rede municipal, mas mesmo diante do avanço nas negociações, a greve da categoria continua no município. As informações constam em documentos oficiais das reuniões entre a administração municipal e o Sindicato dos Professores de Novo Gama (SINPRO-NG).
A proposta foi apresentada durante reunião realizada no gabinete da Prefeitura. Segundo a ata oficial, o prefeito Carlos Alves dos Santos colocou em discussão uma alternativa para garantir a incorporação gradual do complemento salarial ao vencimento básico dos profissionais da educação.
De acordo com o documento, a Prefeitura propôs reajuste de 2,6% a partir de novembro de 2026 e mais 4,21% em dezembro, alcançando o percentual total de 14,21% reivindicado pela categoria e zerando gradualmente a complementação salarial.
A gestão municipal destacou durante a negociação que a proposta representa um grande esforço financeiro da administração. Conforme registrado em ata, o impacto poderá alcançar 57,9% do índice prudencial, mantendo o município próximo do limite fiscal permitido pela legislação.
Mesmo assim, a Prefeitura afirmou que decidiu avançar nas negociações buscando garantir valorização aos profissionais da educação sem comprometer o equilíbrio financeiro do município.
Outro ponto apresentado pela administração foi a criação de uma comissão para discutir a reformulação do Plano de Carreira do Magistério. A previsão é que os estudos comecem em agosto de 2026, envolvendo representantes da Secretaria de Educação, Conselho Municipal de Educação e sindicato da categoria.
Apesar do avanço apresentado pela Prefeitura, a categoria decidiu manter o movimento grevista até que haja definição final sobre as reivindicações. A continuidade da paralisação tem provocado reação de parte da população, principalmente de pais de alunos da rede municipal, que cobram mais responsabilidade do sindicato diante das negociações em andamento.
Nas redes sociais e em grupos da cidade, moradores questionam o fato de o município ter permanecido cerca de seis anos sem greve na educação e afirmam estranhar que a paralisação aconteça justamente em um período de forte movimentação política e eleitoral no município.
Parte da população também avalia que a Prefeitura já apresentou o limite possível dentro da capacidade financeira da administração e defende que as negociações avancem para evitar maiores prejuízos aos estudantes e ao calendário escolar.
Nos bastidores da administração municipal, integrantes da equipe econômica avaliam que a proposta representa uma tentativa concreta de construir consenso e encerrar o impasse que vem afetando milhares de alunos da rede pública municipal.
Seguem atas das reuniões e documentos anexos. Acesse aqui:
Publicado por:
Redação - Entorno de Brasília
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