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A greve dos professores da rede municipal de Novo Gama continua nesta semana, mesmo após reunião entre o sindicato da categoria e a prefeitura que terminou sem acordo.
De acordo com o prefeito Carlinhos do Mangão, a gestão apresentou uma proposta dentro do que determina a legislação vigente. Ainda assim, o sindicato não aceitou os termos apresentados.
Segundo o prefeito, o município já cumpre o piso nacional do magistério e mantém os pagamentos dentro da legalidade, com base em dados disponíveis no Portal da Transparência.
Prefeitura apresenta números e defende cumprimento do piso
A gestão municipal reforça que os valores pagos seguem o piso nacional. Em 2025, os professores receberam:
- Piso nacional (40h): R$ 4.867,77
- Vencimento base: R$ 4.463,41
- Complemento: R$ 404,37
- Total: R$ 4.867,78
Para 2026, os números atualizados são:
- Piso nacional (40h): R$ 5.130,63
- Vencimento base: R$ 4.704,43
- Complemento: R$ 426,20
- Total: R$ 5.130,63
O reajuste do vencimento base foi aplicado em abril de 2026, com efeito retroativo a janeiro, e há previsão de novo aumento de 2% em julho.
Segundo a prefeitura, 100% dos professores recebem valores iguais ou superiores ao piso nacional, com pagamento realizado regularmente no último dia útil de cada mês.
Distribuição salarial da rede municipal
Os dados mostram como estão distribuídos os salários dos profissionais da educação:
- De R$ 5.130,63 a R$ 7.000,00 — 433 professores (69,40%)
- De R$ 7.000,01 a R$ 10.000,00 — 99 professores (15,86%)
- De R$ 10.000,01 a R$ 12.000,00 — 66 professores (10,57%)
- De R$ 12.000,01 a R$ 15.716,03 — 26 professores (4,16%)
Total: 624 professores.
A prefeitura destaca ainda que não há atrasos salariais e que a folha é quitada rigorosamente em dia. O modelo inclui salário base somado a gratificações, compondo a chamada pirâmide salarial da categoria.
Também foram aplicados reajustes recentes de 5,4% e 5%.
O estudo prevê em Novo Gama a manutenção do pagamento dentro do piso nacional, com todos os professores recebendo valores iguais ou superiores ao mínimo estabelecido para 2026.
Impasse continua mesmo após reunião
Apesar dos dados apresentados pela prefeitura, o impasse segue. Em vídeo divulgado pelo presidente do sindicato, foi afirmado que o município teria condições de pagar valores superiores ao piso atual.
A gestão municipal, por sua vez, afirma que precisa respeitar a responsabilidade fiscal e menciona a Medida Provisória 1.334/2026, válida até 1º de junho de 2026, que pode se tornar permanente caso seja aprovada pelo Congresso Nacional.
Segundo o prefeito, o município já vem se organizando financeiramente com base nessa medida.
Prefeito reforça diálogo e continuidade dos serviços
Carlinhos do Mangão afirmou que segue aberto ao diálogo para buscar uma solução com a categoria. Ele também destacou que nem todos os professores aderiram à greve.
Para a gestão municipal, embora a greve seja um direito legítimo, o caminho mais eficaz é a negociação, buscando evitar prejuízos aos alunos, às famílias e ao funcionamento dos serviços públicos.
A prefeitura reforça que o município não pode parar e que a responsabilidade é com toda a população, mantendo o equilíbrio entre valorização dos profissionais e gestão responsável dos recursos públicos.
Publicado por:
Redação - Entorno de Brasília
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