O ato promovido pelo deputado federal Gustavo Gayer, em Goiânia, neste sábado (11/4), serviu menos para mobilizar apoiadores e mais para escancarar a crise interna do PL em Goiás. O grande ausente foi justamente o senador Wilder Morais, pré-candidato ao governo pelo partido — um vazio político difícil de ignorar.

A ausência de Wilder não é um detalhe: é sintoma. Revela um partido dividido, desarticulado e ainda longe de construir uma unidade mínima para enfrentar as eleições de 2026.

E o problema não parou por aí. Nomes de peso nacional, como o senador Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, também ficaram de fora — mesmo tendo sido anunciados previamente. Flávio alegou agenda no Rio Grande do Sul, mas, nos bastidores, a leitura é outra: evitar desgaste em meio a um conflito que o partido ainda não conseguiu resolver.

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O recado é claro. A cúpula nacional do PL prefere manter distância do fogo cruzado em Goiás. E, enquanto isso, a sigla segue acumulando sinais de fragilidade, num cenário que pode custar caro nas urnas.

Se não houver recomposição rápida, o PL corre o risco de entrar na disputa estadual dividido — e, em política, divisão quase sempre termina em derrota.