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De acordo com o levantamento Panorama da Primeira Infância: O que o Brasil sabe, vive e pensa sobre os primeiros seis anos de vida, realizado pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, em parceria com o Datafolha, 78% das crianças de 0 a 3 anos estão expostas diariamente às telas. Esse número é ainda maior entre as de 4 a 6 anos, chegando a 94%. A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria é que crianças de 0 a 2 anos não tenham contato com telas. Entre 2 e 5 anos, o limite recomendado é de até 1 hora por dia e dos 6 aos 10, entre 1 e 2 horas.
A neuropsicóloga Aparecida Tavares, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, destaca que a infância é uma fase do desenvolvimento importantíssima, não só o físico, mas também o cognitivo e emocional. “As relações interpessoais e afetivas são geradoras de grandes marcos na vida das crianças, que vão possibilitá-las a lidar com suas emoções, a compreender melhor seus sentimentos, a perceberem-se melhor e a perceber o mundo. E isso as telas não têm, é uma capacidade humana de proporcionar”, analisa.
Segundo a especialista, os adultos também precisam desconectar das telas para ter mais qualidade de vida com as crianças, desacelerar para poder enxergar suas necessidades. “Devemos entender que somos mais que responsáveis legais por elas, somos os seus mentores na vida e para a vida. Brincar, entrar na fantasia, no lúdico desenvolve na criança a criatividade, a espontaneidade, a capacidade de lidar com perdas e ganhos, o desenvolvimento da afetividade, do equilíbrio emocional e da responsabilidade”, afirma.
Estar ao ar livre
Quanto menos tempo em frente às telas e mais tempo com brincadeiras ao ar livre, melhor para os pequenos. Na pesquisa mencionada, quando questionadas sobre as melhores formas para uma criança passar o tempo, 50% das pessoas ouvidas defendem que elas devem brincar ao ar livre e praticar atividades físicas. Nesse sentido, Goiânia é recheada de opções, pois possui diversas áreas verdes, principalmente parques.
Um deles é o Parque Leolídio Ramos di Caiado, situado no Setor Goiânia 2 e que se tornou um dos principais pontos de lazer ao ar livre da região norte da capital. Ele possui infraestrutura voltada ao bem-estar, o local é um convite ao descanso, à prática esportiva e ao convívio social. O lugar conta com dois lagos em seu centro, playground, pista de caminhada, ciclovia e um ponto aconchegante para descanso, além de pet place.
Aparecida Tavares ressalta que o contato das crianças e da família com a natureza oferece a possibilidade do relaxamento e de desprender-se de toda a preocupação diária. “É uma forma de conexão entre corpo, alma e ambiente. Essas crianças terão a possibilidade de descobrir algo real, palpável para além do que as telas lhes apresentam. É um tempo de desaceleramento, de conexão consigo e com o outro. O sentar na grama, olhar para o lago, ver os peixes, enquanto olham para a presença dos pais como proteção, como afago. Isso é muito importante na vida deles”, pontua.
De acordo com a neuropsicóloga, nos parques é importante que os cuidadores estejam realmente com as crianças, participando com elas. “Poder brincar com ela, desde o balanço ao escorregador, desde abraçar uma árvore ou brincar de pique-pega ou ainda fazer um piquenique. Tudo isso faz parte de uma relação humana e conectada com a nossa essência, no aqui, agora e com o real”, destaca. “Isso produz a ocitocina, responsável pela sensação de ser amado, porque é o hormônio da afetividade. E as crianças podem sim brincar com a natureza e fazerem coisas simples e ao mesmo tempo extraordinárias. Vale a pena que os pais invistam nessa qualidade de vida, proporcionando lazer, bem-estar e muita relação afetiva, responsável, amorosa”, conclui Aparecida Tavares.
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Comunicação Sem Fronteiras
Comunicação Sem Fronteiras Assessoria de Comunicação Integrada Goiânia - GO
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