A Câmara Municipal de Novo Gama, no Entorno de Brasília, protagoniza mais um capítulo de descaso com o dinheiro público. Mesmo diante de um município repleto de problemas básicos, os vereadores aprovaram a compra de 14 iPhones 15, aparelhos de última geração, somando quase R$ 60 mil. A aquisição foi realizada por dispensa de licitação, reforçando a falta de transparência e a sensação de privilégio dentro da Casa Legislativa.

O gasto, pago com recursos da Fonte 100 — dinheiro que vem diretamente dos impostos da população — poderia ser destinado a áreas urgentes, como saúde precária, ruas abandonadas, transporte público deficiente e escolas que necessitam de melhorias imediatas. Mas, em vez disso, os parlamentares optaram por investir em equipamentos de luxo para uso próprio.

O que revolta ainda mais a população é o fato de que cada vereador de Novo Gama recebe aproximadamente R$ 14 mil por mês. Um salário alto o suficiente para que qualquer um deles comprasse seu próprio aparelho sem comprometer o orçamento pessoal. A pergunta que ecoa entre os moradores é direta:
por que usar dinheiro público para bancar celulares de última geração para vereadores que têm plena condição financeira de pagar pelos seus?
Para muitos, a resposta é óbvia: sobra privilégio, falta compromisso com o povo.

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Moradores classificam a decisão como um escândalo, uma demonstração clara de que os representantes eleitos perderam completamente a noção da realidade local. “É um tapa na cara do povo. Falta tudo no município, menos dinheiro para comprar iPhone para vereador”, desabafou um morador indignado.

O episódio expõe uma Câmara distante da população e preocupada com regalias, não com soluções. Em um município que clama por investimentos essenciais, a compra de smartphones de última geração é vista como um ato de desrespeito, imoralidade e irresponsabilidade administrativa.

A atitude da Mesa Diretora deve chamar a atenção do Ministério Público e dos órgãos de controle, que precisam investigar não apenas a legalidade, mas a moralidade do processo. A dispensa de licitação em uma compra de alto valor levanta graves questionamentos sobre a real necessidade da despesa e sobre o compromisso dos vereadores com o interesse público.

A população de Novo Gama exige respostas, transparência e respeito ao dinheiro do contribuinte. Em um município que ainda luta para garantir serviços básicos, a Câmara demonstra que suas prioridades caminham no sentido contrário das necessidades do povo.