Apesar de existir um processo em andamento na Justiça, a taxa do lixo continua sendo cobrada da população de Valparaíso de Goiás. O valor vem incluído diretamente na conta da Saneago, o que tem gerado indignação entre moradores e levantado questionamentos sobre a legalidade e a forma como a cobrança está sendo realizada.

A iniciativa jurídica é conduzida pelos advogados Dr. Roberto Martins e Dr. Lourinaldo, que atuam em defesa do povo de Valparaíso de Goiás. A ação questiona tanto a legalidade da taxa quanto o modelo adotado pelo município, que obriga o cidadão a pagar a tarifa de resíduos sólidos junto com a conta de água.

O principal problema apontado é a chamada “cobrança casada”. Na prática, o consumidor não consegue pagar apenas a conta de água: se deixar de quitar o valor total, incluindo a taxa do lixo, corre o risco de ter o abastecimento interrompido.

Leia Também:

Moradores relatam que muitas famílias já enfrentam dificuldades para pagar a conta normal, e que a inclusão automática da taxa agrava ainda mais a situação, principalmente para a população de baixa renda.

“Água é um serviço essencial. Não é justo que o cidadão seja obrigado a pagar uma taxa que está sendo discutida na Justiça para não ter a água cortada”, afirmam representantes da sociedade civil que acompanham o caso.

Outro ponto criticado é que, mesmo sob questionamento judicial, a cobrança continua sendo feita normalmente, sem oferecer ao consumidor a opção de pagar separadamente. Para juristas e moradores, caso a prefeitura queira manter a taxa, o correto seria emitir um boleto específico, sem vinculá-la à conta de água.

A expectativa é que a Justiça analise o caso e se posicione sobre a legalidade da cobrança e, principalmente, sobre a forma como ela vem sendo aplicada. Enquanto isso, a população segue cobrando transparência, respeito ao consumidor e o fim da prática considerada abusiva.