A disputa por uma vaga na Câmara Federal em 2026 promete ser intensa dentro do Republicanos em Goiás, especialmente entre duas deputadas com trajetórias e bases políticas bem definidas: Marussa Boldrin e Lêda Borges.

Nas eleições de 2022, Marussa Boldrin foi eleita pelo MDB com aproximadamente 80 mil votos, enquanto Lêda Borges, então no PSDB, conquistou cerca de 51 mil votos. A diferença de quase 30 mil votos já demonstra, de largada, uma vantagem numérica importante para Marussa.

Agora, no entanto, o cenário mudou: as duas estão no mesmo partido e disputam, na prática, o mesmo espaço político dentro da chapa do Republicanos.

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 O desafio matemático da chapa

Em 2022, o Republicanos em Goiás somou cerca de 273.442 mil votos para deputado federal, conseguindo eleger apenas um parlamentar, com aproximadamente 56 mil votos.

Isso significa que, para 2026:

  • O partido precisará aumentar significativamente a votação total da chapa
  • Ou enfrentar novamente uma disputa interna extremamente competitiva

 Perfis diferentes, estratégias distintas

  • Marussa Boldrin
    Tem forte ligação com o agronegócio, especialmente na região de Rio Verde. Sua base é consolidada e com alta capacidade de mobilização eleitoral.
  • Lêda Borges
    Possui base política em Valparaíso de Goiás e entorno do DF. Nos últimos anos, intensificou sua atuação com articulação política, entrega de emendas  parlamentares  constante nos municípios, tentando ampliar sua capilaridade.

 Quem leva a vaga?

A pergunta é direta — e a resposta depende de três fatores principais:

  1. Tamanho da chapa do Republicanos em 2026
    • Se crescer: possibilidade de eleger 2 deputados
    • Se repetir 2022: briga direta por 1 vaga
  2. Desempenho individual das candidatas
    • Marussa parte com vantagem numérica
    • Lêda aposta em crescimento político recente
  3. Distribuição regional de votos
    • Agro x Entorno do DF
    • Interior x região metropolitana

 Análise final

Hoje, Marussa Boldrin aparece com vantagem, principalmente pelo histórico de votos mais robusto.

Por outro lado, Lêda Borges entra na disputa com um projeto claro de recuperação eleitoral, apostando em articulação e expansão de base.

 Se o Republicanos não ampliar sua votação total, a tendência é de uma disputa voto a voto dentro da própria legenda.


 Conclusão

A eleição de 2026 pode transformar aliadas em adversárias diretas dentro do mesmo partido.

E no fim, a lógica é simples:

Quem tiver mais votos, leva.