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A licitação da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), que estava prevista para acontecer no dia 21 de janeiro, foi remarcada para o dia 22. O contrato em disputa pode movimentar cerca de R$ 50 milhões em 12 meses, segundo informações ligadas ao processo.
De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, o certame vem gerando questionamentos nos bastidores. As fontes afirmam que, mesmo diante de alertas do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) sobre possíveis riscos de prejuízos ao erário, o prefeito Sandro Mabel (UB) estaria favorável à conclusão do processo licitatório e à rápida definição do vencedor.
Segundo relatos, há preocupação de que, caso surjam suspeitas de irregularidades, os alertas do TCM não tenham sido suficientes para interromper ou revisar o procedimento.
Outro ponto que chama atenção é o momento da licitação. Há pouco tempo Goiânia esteve sob decreto de calamidade pública, situação que normalmente exige contenção de gastos. Ainda assim, a administração municipal avança com um processo que envolve valores milionários.
Críticas da oposição
A narrativa de calamidade em Goiânia é contestada pela oposição, que afirma existir, na verdade, uma “calamidade de gestão”. Segundo esses críticos, há gastos considerados desnecessários, além de falta de transparência, enquanto a saúde pública apresenta piora nos atendimentos e indicadores.
A oposição também aponta que a Comurg vem acumulando dívidas, mesmo com aportes da Prefeitura, e avalia que a licitação em andamento seria mais um sinal de descontrole orçamentário por parte da atual administração.
Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura de Goiânia e a Comurg não haviam se manifestado oficialmente sobre o adiamento da licitação nem sobre os questionamentos levantados.
Publicado por:
Redação Goiânia -GO
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