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A trajetória política de Lêda Borges está diretamente ligada à história de Valparaíso de Goiás. Ex-prefeita, ex-deputada estadual e atualmente deputada federal, Lêda construiu sua carreira política mantendo o município como uma de suas principais bases de atuação.
Um dos capítulos dessa trajetória foi a parceria política com Pábio Mossoró, que chegou à Prefeitura de Valparaíso em 2016 e permaneceu oito anos no comando do município.
A parceria, porém, terminou. Os grupos políticos se afastaram e seguiram caminhos diferentes.
Mas uma coisa não mudou: Lêda Borges continuou trabalhando para Valparaíso.
R$ 31 milhões: recurso articulado antes, pago depois
Um ponto importante precisa ser esclarecido na discussão sobre os investimentos destinados pela deputada.
Segundo informações da assessoria de Lêda Borges, os R$ 31 milhões foram destinados e articulados ainda durante a administração anterior, quando Pábio Mossoró estava à frente da Prefeitura.
A diferença é que o pagamento efetivo desses recursos ocorreu somente após a mudança de governo, já durante a atual administração de Marcus Vinícius.
Ou seja, os recursos não foram originados no atual governo. Eles foram conquistados por meio da atuação parlamentar de Lêda anteriormente, mas acabaram sendo pagos somente na administração seguinte.
E é justamente nesse ponto que surge uma questão política importante:
Por que recursos destinados para Valparaíso ainda durante a gestão anterior não avançaram ou não foram pagos naquele período, ficando para a atual administração receber os valores?
A pergunta ganha peso porque Lêda e Pábio Mossoró, além de terem sido aliados políticos, posteriormente romperam.
Mesmo assim, a deputada continuou destinando recursos para a cidade.
R$ 6 milhões anunciados durante a gestão de Pábio
A atuação de Lêda em Valparaíso também pode ser observada antes da atual administração.
Em 2023, ainda durante o governo de Pábio Mossoró, a então deputada federal anunciou R$ 6 milhões em emendas parlamentares para investimentos em infraestrutura no município.
O episódio demonstra que, apesar das divergências políticas que já começavam a marcar o relacionamento entre os grupos, Lêda continuava utilizando seu mandato para buscar recursos para Valparaíso.
Portanto, não se trata de uma atuação que começou com a mudança de prefeito.
Os recursos foram buscados antes. O pagamento é que ocorreu depois.
A mudança de governo fez a diferença?
É justamente essa sequência de acontecimentos que coloca a atuação da deputada no centro do debate.
Os R$ 31 milhões foram articulados durante a administração anterior, mas somente foram efetivamente pagos quando a atual gestão assumiu a Prefeitura.
Isso naturalmente levanta questionamentos sobre a condução das emendas durante o governo anterior.
Não se trata de afirmar que houve deliberadamente descaso sem apresentar documentos que comprovem isso, mas de fazer uma pergunta legítima:
Se os recursos já haviam sido destinados, por que não foram efetivamente pagos ou executados enquanto a administração que recebeu as emendas ainda estava no comando?
A resposta para essa pergunta cabe à gestão anterior.
Política mudou, mas Lêda continuou olhando para Valparaíso
A história política de Lêda Borges e Pábio Mossoró passou por diferentes fases.
Houve aliança.
Houve construção política.
Houve vitória eleitoral.
E depois veio o rompimento.
Mas a cidade permaneceu.
Mesmo fora da Prefeitura e mesmo depois do rompimento político, Lêda continuou buscando recursos para Valparaíso.
Essa é uma diferença importante.
Romper com um grupo político não significa necessariamente romper com a população.
E os recursos articulados pela deputada mostram justamente essa continuidade.
Os números contam uma história
A sequência dos fatos ajuda a entender melhor o cenário.
R$ 6 milhões foram anunciados em 2023, ainda durante a administração de Pábio Mossoró.
R$ 31 milhões foram destinados e articulados ainda no período do governo anterior, segundo a assessoria da deputada.
O pagamento dos R$ 31 milhões ocorreu posteriormente, já na atual gestão de Marcus Vinícius.
São três informações que precisam ser colocadas na mesma linha do tempo.
Por isso, atribuir exclusivamente ao atual governo a origem desses recursos seria ignorar o trabalho parlamentar realizado anteriormente.
A atual gestão recebeu os valores, mas a articulação política para viabilizar os recursos aconteceu antes.
Lêda não virou as costas para Valparaíso
A política é marcada por mudanças de alianças, partidos e grupos.
Mas municípios não podem depender exclusivamente dessas relações.
Valparaíso continua precisando de investimentos, obras, infraestrutura, saúde e melhorias para a população.
Nesse cenário, a atuação parlamentar precisa ser analisada também pela capacidade de buscar recursos e fazer com que eles cheguem à cidade.
No caso de Lêda Borges, a trajetória apresentada por sua assessoria mostra que o rompimento político com o grupo de Pábio Mossoró não interrompeu sua atuação por Valparaíso.
Pelo contrário.
Mesmo depois do afastamento político, recursos continuaram sendo destinados ao município.
Uma pergunta que permanece
A discussão política em Valparaíso não deve ser apenas sobre quem recebeu os recursos.
É preciso olhar também para quando eles foram destinados, quem estava no comando da Prefeitura naquele momento e quando efetivamente foram pagos.
E, nesse ponto, existe uma pergunta que permanece:
Por que os R$ 31 milhões articulados ainda no governo anterior só foram pagos depois da mudança de administração?
Enquanto essa resposta não aparece de forma clara, uma coisa fica evidente: Lêda Borges rompeu politicamente com um grupo, mas não rompeu com Valparaíso.
Os recursos foram buscados antes da mudança de governo e o pagamento aconteceu depois.
Agora, cabe à população avaliar quem efetivamente trabalhou para conquistar os recursos e por que eles demoraram para se transformar em investimentos para a cidade.
Na política, alianças podem acabar. O compromisso com a cidade, porém, pode continuar.
Publicado por:
Redação - Entorno de Brasília
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