A deputada federal Lêda Borges, que deixou o PSDB e migrou para o Republicanos, passa a integrar uma nominata considerada forte para as próximas eleições. A mudança levanta uma questão importante: foi uma escolha acertada visando a reeleição?

Nos últimos anos, Lêda tem apresentado atuação consistente, com presença em diversas regiões de Goiás e forte articulação política. No entanto, o novo cenário partidário traz desafios internos relevantes.

O Republicanos deve reunir nomes de peso, como o deputado estadual Ricardo Quirino, que obteve 31.559 votos na última eleição. Há ainda a possibilidade de transferência de votos do deputado federal Jeferson Rodrigues, que, nas eleições de 2022, obteve 56.026 votos, caso não dispute o próximo pleito.

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Outro fator que pode impactar diretamente a disputa é uma eventual filiação da deputada Marussa Boldrin ao Republicanos. Com 80.464 votos, ela se tornaria uma concorrente de peso dentro da mesma chapa.

Além disso, o ex-prefeito Hildo do Candango, que já alcançou 45.418 votos e chegou a assumir temporariamente uma vaga na Câmara Federal, também surge como um nome competitivo.

Vale lembrar que, em 2022, Lêda Borges foi a única deputada federal eleita pelo PSDB em Goiás, com 51.346 votos — e mais do que isso, conquistou a última vaga disponível, sendo a 17ª eleita entre os representantes do estado na Câmara Federal.

Agora, em um partido maior e mais estruturado, ligado a uma base consolidada como a da Igreja Universal do Reino de Deus, o cenário muda completamente.

Por um lado, o Republicanos oferece estrutura, base eleitoral organizada e potencial de crescimento. Por outro, aumenta a concorrência interna por votos, o que pode dificultar a reeleição.

A principal base eleitoral da deputada continua sendo o Entorno do Distrito Federal, região que se aproxima de 900 mil habitantes — um colégio eleitoral estratégico.

No entanto, como toda eleição, o resultado é imprevisível. A política segue sendo uma “caixinha de surpresas”, onde nem sempre os favoritos confirmam vitória, e nomes considerados improváveis acabam se destacando.

A resposta definitiva só virá nas urnas eletrônicas.