A vereadora Kátia fez duras críticas à atuação do ex-governador Ronaldo Caiado em negociações envolvendo a exploração de terras raras no estado de Goiás. O posicionamento foi apresentado durante discurso na tribuna da Câmara Municipal nesta semana.

Segundo a parlamentar, as articulações com empresas dos Estados Unidos representam riscos estratégicos para o Brasil e podem comprometer a soberania nacional sobre recursos considerados essenciais para o avanço tecnológico e industrial.

“É muito preocupante o posicionamento do governo de Goiás em relação às nossas terras raras. A sanha do governador Ronaldo Caiado em entregar as riquezas de Goiás aos Estados Unidos é alarmante”, afirmou.

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Kátia também questionou a natureza da negociação, destacando que, na visão dela, não se trata de um acordo entre governos, mas sim de uma operação voltada a interesses privados estrangeiros.

“Não estamos fazendo um acordo com o governo norte-americano. Estamos entregando nossos minérios a uma empresa privada ligada ao presidente Donald Trump”, declarou.

A vereadora ainda criticou o que considera um alinhamento político perigoso com interesses externos. “Estamos colocando Goiás num cenário de vínculo permanente a esse tresloucado chamado Donald Trump”, disse.

Soberania nacional em debate

Durante o discurso, Kátia reforçou que a exploração de recursos minerais é competência da União e criticou a atuação do governo estadual em um tema que considera estratégico.

“Terras raras são de competência do Governo Federal. Ao entregar a única mina em operação no Brasil, Caiado atravessa uma pauta que está sendo discutida no Congresso Nacional”, afirmou.

Ela também citou propostas em discussão no país, como a criação da Terrabras, empresa estatal voltada à gestão de minerais estratégicos. “Há projetos importantes para garantir que o Brasil não seja um país que simplesmente entrega suas riquezas”, completou.

A parlamentar ainda alertou para possíveis impactos econômicos e ambientais, defendendo mais planejamento e responsabilidade na condução do tema.

“O assunto precisa ser tratado com estratégia, considerando soberania nacional, agregação de valor, sustentabilidade e impactos econômicos  coisa que o Caiado não está preocupado”, criticou.

Negociação reacende debate

A discussão ganhou força após a venda da mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, para a empresa norte-americana USA Rare Earth.

A operação bilionária reacendeu o debate sobre o controle de recursos minerais estratégicos no Brasil, especialmente diante de acordos de cooperação firmados anteriormente entre o governo de Goiás e os Estados Unidos na área de minerais críticos.