Neste 8 de março, data em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, o mundo volta sua atenção para uma reflexão importante: as conquistas já alcançadas pelas mulheres ao longo da história e os desafios que ainda persistem na busca pela igualdade de direitos.

A data foi oficializada em 1975 pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de simbolizar a luta histórica das mulheres por igualdade de oportunidades, respeito e participação plena na sociedade.

Ano após ano, todo o mês de março se torna um período de mobilização mundial, com debates, campanhas e homenagens que buscam sensibilizar a sociedade, lideranças políticas e instituições públicas e privadas sobre a necessidade de combater a discriminação de gênero.

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Mais do que uma celebração, o momento também representa uma oportunidade para ampliar o conhecimento, fortalecer a autonomia feminina e promover reflexões sobre a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Nesse contexto, especialistas apontam que é fundamental superar estruturas sociais ainda marcadas por desigualdades históricas, nas quais oportunidades muitas vezes são determinadas por fatores como gênero, idade, riqueza ou privilégios, e não por mérito, capacidade ou esforço.

Igualdade de gênero também impulsiona a economia

Além da questão social e política, a igualdade de gênero também apresenta impacto direto no desenvolvimento econômico.

Estudos internacionais indicam que uma maior participação feminina no mercado de trabalho — especialmente em cargos de liderança e tomada de decisão — pode resultar em um aumento de 3,3% no Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

Esse crescimento representaria um acréscimo de aproximadamente US$ 5,8 trilhões na economia global, valor equivalente a mais do que o dobro do Produto Interno Bruto do Brasil.

O levantamento também aponta que ambientes corporativos e institucionais mais inclusivos tendem a apresentar melhores resultados financeiros, maior inovação e aumento de produtividade.

Para que esse cenário se torne realidade, especialistas defendem avanços em diferentes áreas, incluindo a ampliação da presença feminina nos espaços de decisão, como parlamentos municipais, estaduais e federais.

Representatividade feminina no Parlamento goiano

Quando o assunto é participação política, o cenário em Goiás ainda revela um grande desafio.

Atualmente, apenas quatro cadeiras da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) são ocupadas por mulheres, número que representa menos de 10% do total de parlamentares.

O dado contrasta com a composição demográfica do estado, onde as mulheres representam 50,3% da população goiana.

As quatro deputadas que integram a atual legislatura defendem que ampliar a presença feminina na política é fundamental para impulsionar a equidade de gênero e promover mudanças estruturais na sociedade.

Segundo elas, a participação de mulheres em espaços de poder e decisão contribui para o fortalecimento de direitos, inovação nas políticas públicas, aumento da produtividade e construção de ambientes mais inclusivos.

Além disso, as parlamentares afirmam trabalhar para estimular outras mulheres a participarem da vida pública e da política.

Bia de Lima defende mais mulheres na política

BIA DE LIMA
BIA DE LIMA

A deputada Bia de Lima (PT) afirma que um dos principais desafios é despertar o interesse das mulheres para a participação política, especialmente em um ano eleitoral.

Segundo a parlamentar, é necessário mobilizar mulheres de diferentes origens, crenças e realidades para ocuparem espaços de decisão.

“Não se pode falar de democracia se em cada espaço não houver a representação das mulheres. Aqui na Assembleia precisamos aumentar o número de cadeiras femininas”, destacou.

Bia também ressaltou que ainda existem episódios de violência política de gênero e defendeu que as mulheres devem continuar avançando para garantir respeito e igualdade nos espaços institucionais.

“Vamos enfrentar aqueles que ainda não compreenderam as mudanças que ocorreram ao longo do tempo. As mulheres são capazes, competentes e preparadas para todos os níveis de desafios”, afirmou.

Rosângela Rezende destaca fortalecimento de políticas públicas

Rosângela Rezende
Rosângela Rezende

A deputada Rosângela Rezende (Agir) destacou que, ao longo de seu mandato, tem trabalhado no fortalecimento de políticas públicas voltadas às mulheres, especialmente nas áreas de proteção, saúde, autonomia econômica e representatividade.

Durante sua atuação como Procuradora Especial da Mulher na Assembleia Legislativa, a parlamentar afirmou ter ampliado o diálogo com municípios, incentivando a criação de procuradorias da mulher nas câmaras municipais e fortalecendo a rede de enfrentamento à violência.

Rezende também ressaltou avanços na promoção de campanhas educativas, qualificação profissional e incentivo ao empreendedorismo feminino.

Apesar dos avanços, ela reconhece que ainda existem desafios importantes.

“A violência contra a mulher continua sendo uma realidade preocupante, exigindo políticas cada vez mais integradas e eficazes”, afirmou.

A parlamentar também destacou que a desigualdade salarial, a sobrecarga de responsabilidades familiares e a baixa representatividade feminina em espaços de decisão ainda limitam o pleno exercício da cidadania pelas mulheres.

Vivian Naves vai assumir Procuradoria da Mulher

Vivian Naves
Vivian Naves

A deputada Vivian Naves (PP) assumirá ainda neste mês a Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa e afirma que pretende conduzir o trabalho com foco na prevenção, proteção e fortalecimento das mulheres.

Entre as prioridades, está ampliar a presença da procuradoria no interior do estado e fortalecer parcerias com instituições, igrejas, escolas e lideranças locais.

Segundo ela, também é necessário investir em campanhas educativas permanentes para prevenir casos de violência.

“Quando protegemos a mulher, estamos prevenindo ciclos de violência e fortalecendo toda a estrutura familiar”, afirmou.

Dra. Zeli destaca importância da independência feminina

Dra. Zeli
Dra. Zeli


Atual Procuradora da Mulher da Assembleia Legislativa, a deputada Dra. Zeli (União Brasil) destacou que a valorização da mulher deve ocorrer todos os dias.

Segundo ela, a independência emocional e financeira é um fator fundamental para garantir liberdade de escolha e segurança nos relacionamentos.

“Para que haja uma verdadeira transformação, é necessário que as mulheres tenham oportunidades de trabalho e seus direitos sociais e econômicos assegurados”, afirmou.

A parlamentar também destacou que negar igualdade de direitos às mulheres não é apenas uma injustiça social, mas também um obstáculo ao desenvolvimento de uma sociedade mais inclusiva e resiliente.