O delegado Christian Zilmon Mata dos Santos foi transferido de Cocalzinho de Goiás para Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, após a repercussão da prisão da advogada Áricka Rosalia Alves Cunha. A decisão foi publicada na quarta-feira (22) e assinada pelo delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Gustavo Corteze Ganga.

A mudança ocorreu após solicitação da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Goiás. O Conselho Superior da Polícia Civil também determinou o afastamento imediato do delegado de suas funções em Cocalzinho.

O caso ganhou destaque depois que a advogada foi presa ao criticar, nas redes sociais, o arquivamento de um boletim de ocorrência. Diante da situação, a Justiça já havia decidido, no último domingo (19), que o delegado não poderia atuar em causa própria contra a advogada, após pedido de habeas corpus preventivo apresentado pela OAB-GO.

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Além da transferência, a Polícia Civil publicou a Portaria nº 323/2026, que estabelece regras mais rígidas para evitar conflitos de interesse. A norma proíbe que delegados conduzam procedimentos em que tenham envolvimento pessoal, reforçando a necessidade de imparcialidade nas investigações.

Um trecho da portaria destaca que, caso o delegado seja vítima direta de uma infração penal, ele deve se declarar suspeito e encaminhar o caso ao superior hierárquico, evitando presidir o procedimento.

A medida é vista como uma resposta institucional ao episódio, que gerou questionamentos sobre abuso de autoridade e imparcialidade na condução do caso.