A deputada estadual Dra. Zeli já se movimenta como pré-candidata à reeleição para 2026, mas sua trajetória no primeiro mandato começa a ser alvo de questionamentos no cenário político goiano.

Eleita em 2022 com forte apoio do município que a projetou politicamente, a parlamentar concentrou grande parte de sua atuação nessa base. No entanto, analistas e lideranças políticas avaliam que faltou uma estratégia mais ampla de expansão pelo estado, especialmente no interior de Goiás.

Com 246 municípios, o estado oferece um campo vasto para articulação política. Na avaliação de bastidores, caso a deputada tivesse percorrido ao menos parte significativa dessas cidades — cerca de 150, por exemplo —, poderia hoje contar com uma base eleitoral mais consolidada e diversificada.

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A concentração de esforços em sua região de origem, onde já surgem novos concorrentes, também é vista como um fator de risco. Além disso, a região do Entorno do Distrito Federal, considerada estratégica, apresenta crescimento político de outras lideranças, o que pode dificultar ainda mais o cenário eleitoral da parlamentar.

Outro ponto que tem gerado debates foi a participação de Dra. Zeli em uma missão internacional oficial realizada em maio de 2025. A agenda incluiu visitas a países como Estônia, Finlândia e Singapura, com foco em inovação e transformação digital. A missão foi promovida dentro de uma agenda institucional do Governo de Goiás em parceria com a Assembleia Legislativa.

Apesar da relevância do tema e da legitimidade da participação, críticos questionam os impactos práticos dessa experiência para a população goiana. Para parte do eleitorado, especialmente nas regiões mais carentes, esse tipo de agenda pode parecer distante da realidade enfrentada no dia a dia.

Atualmente, Dra. Zeli ocupa a presidência da Comissão da Mulher na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), um espaço importante de atuação política. Ainda assim, há quem defenda que, por se tratar de seu primeiro mandato, a deputada deveria ter priorizado uma presença mais constante nos municípios e maior proximidade com as demandas locais.

A exposição em agendas internacionais, embora institucionalmente justificável, também levanta reflexões sobre a conexão com o eleitor comum. Muitos cidadãos enfrentam dificuldades básicas e esperam dos seus representantes ações mais diretas e perceptíveis em suas comunidades.

Com a proximidade das eleições de 2026, o cenário tende a se intensificar. A disputa promete ser acirrada, e o histórico de atuação dos parlamentares deverá pesar na decisão dos eleitores.

No fim, caberá ao povo goiano avaliar nas urnas o desempenho de Dra. Zeli e decidir se sua atuação ao longo do mandato correspondeu às expectativas e necessidades do estado.