A construção civil é um dos pilares da economia goiana e seu crescimento é visível quando se observa o número de empreendimentos em obras e a empregabilidade do setor, que atingiu recorde histórico em 2025, com mais de 110 mil trabalhadores, conforme os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No entanto, para garantir o desenvolvimento equilibrado das cidades, o segmento também tem buscado formas de reduzir os impactos ambientais de suas atividades e deixar um legado positivo de sustentabilidade. 

A MRV, maior construtora da América Latina, atenta a essas demandas têm apostado em diversas iniciativas para minimizar os impactos de suas atividades, como a adoção de lava-bicas de concreto, para que o resíduo não prejudique as ruas, e a reutilização da água desse processo.  

Em Aparecida de Goiânia, a obra do empreendimento Gran Essence é um modelo dessa prática. Lá foi instalado um sistema que faz a limpeza da betoneira em um ciclo fechado de reuso de água. O processo inclui armazenamento e canalização do efluente até um tanque com bomba e hidrômetro, que mede o volume reutilizado. Além disso, há filtragem no lava-bicas, garantindo que a água retorne ao ciclo produtivo e que os resíduos da construção recebam a destinação correta. 

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"Ano a ano ampliamos nossas ações para além da entrega de moradias com qualidade: implantamos o gerenciamento de resíduos, que segrega e destina de forma correta, o que contribui para reduzir o envio de materiais aos aterros sanitários; adotamos reuso de água e temos o controle de energia elétrica", destaca o gestor de produção da MRV em Goiás, Antônio Caio Ribeiro.   

Biodiversidade - Outro trabalho importante realizado pela construtora, com impacto direto nas cidades goianas, é o plantio de árvores do Cerrado. Em 2024, Goiás foi o segundo estado em que a MRV&CO, grupo ao qual a MRV faz parte, mais realizou plantios — ficou atrás apenas de São Paulo. Foram 80.289 árvores, conforme o Relatório de Sustentabilidade da companhia, ante 114.708 em terras paulistas.   

Este ano, até o início de outubro, a MRV já somou 8.700 mudas em Goiânia e Aparecida de Goiânia por meio de Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), em Áreas de Preservação Permanente (APPs), próximas aos seus empreendimentos e a parques. Na capital, foram 1.199 mudas de espécies nativas; em Aparecida de Goiânia, o Parque das Crianças recebeu 1.100 mudas, e o Centro Olímpico, 2 mil. Até o fim deste ano, serão plantadas mais 120 mudas no Parque Lafaiete. 

Segundo o gestor de produção, Antônio Caio Ribeiro, os esforços ultrapassam as exigências legais. "As mudanças implementadas e as práticas de construção sustentável reduzem impactos no meio ambiente e ampliam benefícios socioambientais", enfatiza.