Em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, um conteúdo que circula em grupos de WhatsApp tem gerado repercussão entre profissionais da imprensa local e moradores. Trata-se de um suposto “print” no qual um advogado ligado ao ex-prefeito Pábio Mossoró afirma que críticas ao político serão respondidas com processos judiciais.

Na mensagem, o autor afirma: “Quem falar mal do Pábio me avise, porque estou com 34 advogados disponíveis para processar. Em 2 dias já foram 4 processos.” O conteúdo também menciona a existência de uma equipe jurídica ampla, o que reforçou a percepção, entre jornalistas independentes, de um possível movimento de intimidação contra críticas públicas.

Reação da imprensa local

Profissionais da comunicação em Valparaíso avaliam que o episódio acende um alerta sobre possíveis abusos no uso da Justiça como ferramenta para silenciar críticas. Para parte desses jornalistas, a situação remete a práticas antigas de controle político, muitas vezes associadas ao chamado “coronelismo”, agora em versão moderna.

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A preocupação principal gira em torno do impacto desse tipo de postura sobre a liberdade de imprensa, principalmente em veículos independentes, que atuam com menos estrutura jurídica para enfrentar disputas judiciais.

Gestão sob críticas

Nos últimos anos de mandato, a administração de Pábio Mossoró tem sido alvo de questionamentos por parte da população e da mídia local. Um dos exemplos mais citados é a não conclusão de obras importantes, como um viaduto na BR-040, que segue gerando transtornos para moradores e motoristas que utilizam a rodovia.

Essas críticas têm sido amplamente divulgadas por páginas e portais regionais, que afirmam atuar com base em fatos e informações de interesse público.

Cenário político

Pré-candidato a deputado estadual pelo MDB, Pábio Mossoró deve enfrentar o desafio de ampliar sua base eleitoral. Estimativas indicam que seriam necessários cerca de 40 mil votos para garantir uma vaga na Assembleia Legislativa de Goiás.

No entanto, analistas locais apontam que a repercussão negativa de sua gestão pode influenciar diretamente suas chances eleitorais, especialmente diante da atuação da mídia regional, que tem dado visibilidade a pontos críticos de sua administração.

Liberdade de expressão em debate

O caso reacende uma discussão mais ampla sobre os limites entre o direito de resposta na Justiça e o uso de processos como forma de pressão. Para especialistas, ações judiciais são legítimas quando há calúnia ou difamação, mas o uso excessivo pode gerar um efeito inibidor sobre o trabalho jornalístico.

Posicionamento institucional
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) condena veementemente qualquer tentativa de intimidação, ameaça ou assédio contra jornalistas e profissionais da imprensa por parte de advogados, independentemente do meio utilizado, incluindo grupos de WhatsApp.
A OAB entende que a liberdade de imprensa é um pilar da democracia e que o papel do advogado é compatível com o respeito à atuação jornalística, não sendo a imunidade profissional uma “carta branca” para abusos.

CÓDIGO DE ÉTICA E DISCIPLINA DA OAB

Enquanto isso, veículos locais reforçam que seu papel é informar a população, permitindo que os cidadãos tenham acesso a diferentes pontos de vista antes de tomar decisões políticas.

Ao final, a redação informa que o material citado foi recebido por meio de publicações que chegaram até a equipe do portal. Os leitores também podem acessar os links das ações judiciais mencionadas, que envolvem jornalistas locais da região do Entorno de Brasília, ampliando a transparência sobre os fatos apresentados.

Processo Nº: 5382281-14.2026.8.09.0163 - CONTRA MÍDIA LOCAL DE VALPARAÍSO DE GOIÁS - CRÌTICAS AO EX. PREFEITO

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