Em Valparaíso de Goiás, uma situação tem chamado a atenção da população e gerado dúvidas sobre a gestão pública municipal.

O prédio do CAIS (Centro de Atenção Integrada à Saúde) foi fechado em setembro de 2025. Já em janeiro de 2026, a estrutura foi completamente demolida pela prefeitura. Passados quase quatro meses desde a demolição, o terreno ainda não foi limpo para o início das obras de uma nova unidade.

Segundo informações, a demora estaria relacionada a ajustes no projeto e à possível realização de processo licitatório para construção de um novo prédio. A expectativa é de que, em breve, as obras comecem.

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No entanto, o ponto que mais tem gerado questionamentos não é apenas o atraso na obra.

De acordo com dados do portal da transparência, o Diretor Geral do CAIS continua constando na folha de pagamento da prefeitura desde maio de 2025, quando foi nomeado para o cargo. Mesmo após o fechamento da unidade em setembro e sua demolição em janeiro, o servidor segue vinculado como diretor do CAIS.

O último registro de pagamento, referente a março de 2026, aponta um vencimento de R$ 6.676,34.

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A situação levanta uma pergunta direta: como um diretor pode permanecer oficialmente lotado em uma unidade que não existe mais fisicamente?

Uma das possibilidades é que o servidor tenha sido realocado para outro órgão da administração municipal. No entanto, essa informação não aparece de forma clara no portal, o que acaba alimentando dúvidas e interpretações por parte da população.

Especialistas em gestão pública apontam que, em casos como esse, o mais adequado seria a exoneração do cargo vinculado à unidade extinta, seguida de uma nova nomeação caso o profissional passe a atuar em outro setor.

Sem essa transparência, o cenário abre espaço para questionamentos sobre a correta aplicação dos recursos públicos e a organização administrativa do município.

A população agora aguarda esclarecimentos oficiais da prefeitura sobre a situação funcional do servidor e o andamento das obras no local.

A redação do Agita Goiás tentou contato com a prefeitura, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.