Em pronunciamento durante o Pequeno Expediente desta terça-feira, 2, Amauri Ribeiro (UB) foi mais um parlamentar a contestar o julgamento de Jair Bolsonaro (PL) e sete aliados no Supremo Tribunal Federal (STF). Ribeiro classificou como “farsa” a atuação da Corte.

O deputado afirmou que as ações do STF, a exemplo das condenações dos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, tinham, por finalidade, o julgamento que se inicia hoje.

Ele comparou o julgamento de Bolsonaro ao que condenou Lula (PT). Para Ribeiro, no caso do presidente petista as instâncias processuais foram respeitadas, ao contrário do processo de Bolsonaro.

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“Ao contrário do que está acontecendo hoje, com uma pessoa inocente, que não cometeu crime [...]. Não teve uma prova sequer de que tenha cometido um delito, mas está preso, com uma tornozeleira eletrônica, tendo a polícia dentro da sua casa, algo que jamais aconteceu no mundo”, argumentou.

O parlamentar lembrou, ainda, o caso do ex-deputado federal Daniel Silveira, preso em 2021. À época, a ordem de prisão também partiu do ministro Alexandre de Moraes. Na decisão, Moraes afirmou que são “imprescindíveis medidas enérgicas para impedir a perpetuação da atuação criminosa de parlamentar visando lesar ou expor a perigo de lesão a independência dos Poderes instituídos e ao Estado Democrático de Direito”.

Nesse sentido, Ribeiro afirmou que tal situação se repete no julgamento de Bolsonaro. “O que está acontecendo [hoje] no STF não é exatamente isso?”, indagou. Na visão do deputado, “o Legislativo não tem mais o poder para exercer o seu mandato”.

Por fim, Amauri Ribeiro argumentou que o STF tem “atacado a democracia desse país”. Em tom irônico, o deputado declarou que todos já sabem do resultado do julgamento de Bolsonaro e a pena a que o ex-presidente será condenado.

“O que eles estão fazendo lá [no STF] hoje é um teatro. Não importa o que vai ser dito pela defesa. O que eles querem não é só prender Jair Messias Bolsonaro, é mata-lo”, encerrou.