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A economia na conta de luz começa antes mesmo de os moradores entrarem em casa. Durante a construção ou reforma, a escolha de lâmpadas, materiais elétricos e equipamentos pode fazer diferença no consumo de energia ao longo dos anos. Além de optar por produtos eficientes, é importante dimensionar corretamente a instalação elétrica e contar com profissionais qualificados para evitar perdas, sobrecargas e riscos de acidentes.
A escolha da iluminação, por exemplo, pode contribuir significativamente para a economia. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), as lâmpadas de LED consomem até 90% menos energia do que as incandescentes, oferecendo uma alternativa mais eficiente para iluminar os ambientes e reduzir os gastos com eletricidade.
Soluções que tornam as residências mais eficientes e econômicas em gasto de energia elétrica podem ser de grande valia para evitar desperdícios no dia a dia. Com mais de 20 anos de experiência no mercado e no atendimento a eletricistas, Wiris Rezende, gerente da loja Rede da Construção Gasmat, em Aparecida de Goiânia, aponta cinco itens que merecem atenção durante uma obra.
1. Lâmpadas de LED
A iluminação é um dos pontos mais simples para começar a economizar. As lâmpadas de LED consomem menos energia do que as incandescentes e oferecem boa luminosidade com menor potência elétrica, o que pode reduzir os gastos com iluminação ao longo do mês.
“Atualmente, isso é uma realidade consolidada, tanto que as lâmpadas convencionais praticamente desapareceram do mercado. O modelo LED atinge um nível de iluminação muito superior utilizando uma voltagem significativamente menor”, destaca Wiris.
Uma lâmpada incandescente de 60 watts, por exemplo, pode ser substituída por um modelo de LED de aproximadamente 8 a 10 watts, dependendo da luminosidade desejada. Considerando cinco horas de uso diário durante 30 dias, a troca de uma lâmpada de 60 W por outra de 9 W representa uma economia aproximada de 7,65 kWh por mês.
Na hora da compra, é importante observar a potência, o fluxo luminoso, indicado em lúmens, e a eficiência energética. “A escolha deve considerar a necessidade de iluminação de cada ambiente, evitando tanto o excesso quanto a falta de luz”, ressalta Wiris.
2. Fios e cabos com a bitola adequada
A escolha dos fios e cabos elétricos é fundamental para o funcionamento eficiente e seguro de uma residência. Quando os condutores são dimensionados de forma inadequada para a corrente exigida pelos equipamentos, podem ocorrer perdas de energia, aquecimento excessivo e riscos de acidentes.
Para Wiris, esse é um dos cuidados mais importantes durante a obra. “Se você utiliza um fio mais fino do que o recomendado, por exemplo, além do risco de provocar um curto-circuito, o consumo de energia aumenta significativamente”, explica.
A bitola correta deve ser definida por um profissional habilitado, considerando fatores como a corrente elétrica, a potência dos equipamentos, o comprimento dos circuitos e as condições de instalação. “Além disso, o dimensionamento correto é fundamental para prevenir o superaquecimento, minimizar perdas indesejadas e evitar falhas no sistema elétrico”, acrescenta.
3. Sensores de presença
Corredores, garagens, escadas e áreas de circulação são locais em que as luzes podem permanecer acesas mesmo quando não há ninguém por perto. Nesses ambientes, os sensores de presença ajudam a controlar automaticamente a iluminação, reduzindo o tempo de funcionamento das lâmpadas.
“Ao esquecer uma luz acesa ao passar, o sensor de presença atua para evitar desperdícios, favorecendo a economia de energia”, explica o gerente.
A economia depende da frequência de uso do ambiente e do tempo em que a iluminação permaneceria ligada sem necessidade. “Para aproveitar melhor o recurso, é importante escolher o equipamento adequado e ajustar o tempo de acionamento conforme as características do espaço”, enfatiza.
4. Sistemas de aquecimento e energia solar
O uso de sistemas mais eficientes para aquecer a água e gerar eletricidade também pode contribuir para reduzir os gastos domésticos. Segundo Wiris, as tecnologias solares se tornaram alternativas importantes para quem busca diminuir a dependência da energia fornecida pela rede elétrica.
“Antigamente, o aquecimento solar de água para chuveiros era a opção mais comum, garantindo até 70% de economia. Hoje, os painéis fotovoltaicos para geração de energia solar tornaram-se a principal alternativa no mercado, com retorno do investimento estimado entre 12 e 18 meses”, afirma.
O prazo de retorno do investimento, no entanto, varia conforme o custo de instalação, o consumo da residência, as tarifas de energia e as condições de geração. “Por isso, antes de instalar um sistema fotovoltaico, é importante avaliar a viabilidade econômica e as características do imóvel”, adiciona Wiris.
5. Isolamento térmico
O conforto térmico também influencia o consumo de eletricidade. Em imóveis que recebem muito calor do ambiente externo, os aparelhos de ar-condicionado precisam trabalhar mais para manter a temperatura desejada, o que pode aumentar o gasto de energia.
Wiris chama a atenção para esse cuidado, especialmente nas grandes cidades, onde o uso frequente de aparelhos de climatização faz parte da rotina de muitas famílias.
“Com menos calor entrando na residência, a temperatura tende a ficar mais estável, diminuindo a necessidade de uso contínuo do ar-condicionado”, reforça.
Para quem ainda está construindo, segundo ele, planejar esses recursos desde o início pode facilitar a execução e evitar adaptações futuras. “O isolamento térmico em telhados, paredes e coberturas, aliado a soluções como ventilação adequada e proteção contra a incidência direta do sol, ajuda a reduzir a transferência de calor para os ambientes internos”, traz à tona.
Bônus: atenção à escolha dos disjuntores
Além dos cinco itens, o dimensionamento dos disjuntores é outro cuidado importante durante uma obra. Esses dispositivos protegem os circuitos contra sobrecargas e curtos-circuitos, interrompendo a passagem de corrente quando identificam condições anormais.
Wiris explica que o contato com eletricistas experientes também contribuiu para seu conhecimento sobre o assunto. “Um exemplo é o chuveiro elétrico de 6.500 watts ligado a uma rede de 220 volts: a divisão da potência pela tensão resulta em uma corrente aproximada de 29,5 amperes”, compara.
Esse cálculo ajuda a compreender a demanda elétrica do equipamento, mas não é suficiente, isoladamente, para determinar o disjuntor adequado. Para o gerente, a escolha precisa considerar também a capacidade dos cabos, as características do circuito e os critérios técnicos de proteção.
“Um disjuntor incompatível com a instalação pode comprometer a segurança. Se o dispositivo desarmar repetidamente, por exemplo, não se deve simplesmente substituí-lo por outro de maior capacidade. O correto é solicitar a avaliação de um eletricista qualificado para identificar a causa do problema”, conclui Wiris Rezende.
Publicado por:
Comunicação Sem Fronteiras
Comunicação Sem Fronteiras Assessoria de Comunicação Integrada Goiânia - GO
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