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Há 50 anos, quando perguntavam a uma menina de 12 qual era o seu maior sonho, ela não titubearia na resposta: " Casar, ter filhos, cuidar do marido e ser feliz." E, aos 16 anos, grande maioria já estava casada, algumas já com filhos e se consideravam felizes.
Neste mês de maio, culturalmente conhecido como o Mês das Noivas e das Mães, convido-os a uma reflexão: " Qual o sonho de uma menina de 12 a 16 anos hoje:? " Ela certamente responderá: " Não depender de ninguém!"
As meninas de hoje, mulheres de amanhã, sonham com, mais do que mudar de vida, mudar o mundo. E isso não significa que não almejem constituir uma família, entretanto, o casamento deixou de ser a prioridade. Ter filhos deixou de ser uma obrigação. E viver para "cuidar do marido" deixou de ser objetivo de vida.
Ser mãe não significa mais " abrir mão" da independência, do crescimento pessoal , da ascensão profissional e participação política. Os espaços vêm sendo conquistados e o papel de mãe não anula o papel de mulher. E nem a decisão de não ser mãe. E tudo uma questão de escolha.
E como diz Juliana Santos Lucas, o papel da mulher transcede qualquer questão sexista, de gênero e de cultua. Temos um propósito enquanto indivíduo, somos célula do nosso núcleo familiar, fazendo a diferença que queremos ver como realidade no mundo.
Não podemos emoldurar a mulher de forma rígida num papel de mãe, dona de casa/esposa que deve seguir regras impostas por uma sociedade machista. Ou seja, aquelas que não se enquadrarem nas normas de "mulher ideal", são consideradas de "menor valor", inclusive, com a diferença entre aquelas que são para casar e aquelas que são para curtir.
O que eu quero dizer é que não podemos permitir que engessem nossos pensamentos. Há mulheres que exercem o papel de Mãe e de Pai, mas há também Pais que exercem o papel de Mães. E está tudo bem!
A mulher decide se vai se casar aos 30, ser mãe aos 40 e mudar de profissão aos 50. Isso não se trata de empoderamento, mas de reconhecimento do seu papel. Trata-se do exemplo que queremos dar aos nossos filhos, afilhados, sobrinhos, ou a qualquer outra pessoa. Ser mãe é muito mais do que gerar um filho.
Ser mãe é ser exemplo. É ter a força implacável de quem veio ao mundo com uma missão: ser esteio. E a maior prova de que a mãe é quem sustenta o mundo é que o maior homem do mundo, aquele que deu a vida por nós, também precisou de uma mãe.
E neste mês de mãe, como mãe, de filhos biológicos, afetivos e postiços, fica um recado: Mãe gosta de presente sim, mas também gosta de presença. Faça-se presente !
Publicado por:
Dr. ª Márcia Teixeira
Advogada ⚖ Ex Coord ESA/OAB-GO Superintendente CASAG/OAB Amante do tiro 💣💥 Fitness/musculação Mãe👱♂️👱♀️👩🦰👩🦱🧑🦱
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